Eleições 2018: Carta do Comércio aos representantes catarinenses

Atualizado em 31 outubro, 2018

Hoje, Santa Catarina deve cerca de R$ 19 bilhões e arrecada em impostos R$ 21,5 bilhões, ou seja, a dívida equivale a quase 90% da arrecadação no estado. Esta trajetória é claramente insustentável, ainda mais quando se leva em consideração que ao longo dos anos, a dívida de Santa Catarina com a União só aumentou, mesmo o governo catarinense cumprindo rigorosamente com seus pagamentos. A dívida pública de nosso estado é um dos maiores desafios ao novo governo e às bancadas legislativas estadual e federal, eleitos pelo voto democrático no pleito 2018.

Este é um dos maiores obstáculos que devem ser enfrentado, para que possamos vislumbrar a superação dos desafios apontados pelos empresários na “Carta do comércio 2018”, que avaliou 25 itens em oito macrotemas acerca da economia catarinense. O documento apontou as principais dificuldades dos empresários do comércio, serviços e turismo em Santa Catarina nesses últimos anos e que exigem soluções eficientes e rápidas. A carta também avaliou a qualidade de alguns serviços públicos prestados no estado, pela ótica do empresário.

Dentre os macrotemas avaliados, a pior avaliação foi para a infraestrutura catarinense, seguido pelo sistema tributário e legal. Na infraestrutura, a maior preocupação dos empresários é a segurança pública. No sistema tributário e legal, a alta carga tributária, bem como sua complexidade e suas constantes alterações emergem como as maiores dificuldades. É preciso simplificar e reduzir esse altos impostos, que no Brasil, bloqueiam o empreendedorismo e, por consequência, o crescimento sustentado da economia catarinense, com a geração de empregos e renda.

Os desafios serão imensos, assim como as potencialidades que o estado de Santa Catarina oferece. É neste cenário que a Fecomércio SC reforça seu compromisso de contribuir na construção das melhores políticas junto ao novo governo, que assumiu compromisso de não aumento da carga tributária, para que possamos cada vez mais alcançar a plenitude da inovação, da competitividade e da produtividade.

Artigo originalmente publicado no Diário Catarinense, edição do dia 31 de outubro de 2018.

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