POLITICA

Candidatos ao governo de SC assumem compromissos com o setor produtivo em debate do COFEM

Atualizado em 19 outubro, 2018

Os candidatos que disputam o segundo turno das eleições catarinenses, Comandante Moisés e Gelson Merisio, participaram nesta sexta-feira (19) de diálogo realizado pelo Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM). Ambos abordaram as propostas para o desenvolvimento econômico e social do Estado e assumiram compromissos com o setor produtivo, entre eles o de não elevar a carga tributária. Infraestrutura, turismo, incentivo aos bombeiros voluntários, ações para manutenção do status sanitário, acesso ao crédito e políticas para o transporte também foram abordados no evento.

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O COFEM é integrado pelas federações empresariais da indústria (FIESC), comércio (FECOMÉRCIO), agricultura (FAESC), transportes (Fetrancesc), das associações empresariais (FACISC), das CDLs (FCDL) e das micro e pequenas empresas (Fampesc).

Questionados pelo presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, sobre as políticas para o setor do turismo, que hoje responde por 13% do PIB do Estado, os candidatos trouxeram diferentes agendas.

Merisio defendeu o apoio ao empreendedorismo. “Criar as condições fiscais e estruturais é dever do estado”, ressaltou, lembrando que há obras federais que precisam ser concluídas. “É preciso concluir a Serra do Corvo Branco, que vai ser um novo destino turístico fora do eixo das praias e do turismo de verão. A partir de regiões distantes do litoral precisamos construir junto com empreendedores circuitos turísticos para atrair pessoas de outros estados”, defendeu.

Moisés, por sua vez, disse que é preciso incentivar o catarinense a conhecer mais o próprio estado. “Também precisamos fomentar o turismo na baixa temporada. Para isso, vamos fazer parcerias com as organizações que atuam na área. O estado tem que ser apresentado de forma a interligar tanto o turismo da serra, o rural e o litorâneo. Não se pode só concentrar no litoral. E o estado tem um papel importante nisso”, declarou.

Pauta tributária

“A justiça tributária e a questão do equilíbrio são as demandas que mais aparecem depois da infraestrutura. Entendemos que um dos pontos é não aumentar os tributos. Esse é um compromisso assumido hoje aqui, é um dos pontos e não precisa mais tocar. Houve esse compromisso e vamos trabalhar para isso”, afirmou o Comandante Moisés. Ele disse ainda que “os incentivos fiscais são instrumentos de governo e são de extrema importância para a justiça fiscal”.

“A base da nossa economia é composta por empreendedores e vamos ter uma política clara de não aumentar impostos em nenhuma hipótese, nem de forma indireta. É a primeira decisão já tomada. Vamos também suspender a exigência da substituição tributária para as micro e pequenas empresas que estão enquadradas no Simples Nacional”, declarou Merisio. Ele defendeu ainda a redução da máquina pública para poder pensar na redução de alíquotas.

Olhar para infraestrutura

No campo da infraestrutura, o candidato Moisés destacou as dificuldades para chegar em diversas regiões do estado pelas condições ruins, principalmente das rodovias. “Podemos avançar no que diz respeito a portos, aeroportos e ferrovias em parceria com o governo federal. Mas a lição de casa, a premissa inicial, é a melhoria da condição de infraestrutura rodoviária, que está ligada com a segurança dos cidadãos e com o escoamento dos produtos. Essa é uma das bandeiras do meu governo”, disse.

Merisio também destacou a relevância de investimentos em infraestrutura e disse que o plano de governo dele prevê capitalizar o BRDE com R$ 11 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões serão para o setor produtivo, especialmente as micro e pequenas empresas, e os outros R$ 5 bilhões serão para financiar projetos em parceria com prefeituras. “Há obras que se pagam com o crescimento da economia, é autossustentável. Temos que fazer bons projetos”, afirmou.

Desafios dos setores

A Fecomércio SC e a Fiesc entregaram aos candidatos as principais demandas e gargalos dos setores representados, levantados na Carta do Comércio e Carta da Indústria.

O documento elaborado pela Fecomércio SC já havia sido apresentado aos três candidatos melhor posicionados nas pesquisas de intenção de votos, antes das eleições do 1 º turno.

O diagnóstico mostra os entraves e as propostas em relação ao comércio exterior, concorrência, legislação trabalhista, captação de recursos, condições de inovação, ambiente econômico, sistema legal e tributário e infraestrutura. De acordo com a Carta do Comércio, a infraestrutura e o sistema tributário receberam as piores avaliações e devem ser os principais desafios para o novo líder do governo estadual.

Faça o download da Carta do Comércio

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