MERCADO

Taxa de desemprego no Brasil atinge 12,9% em maio

Atualizado em 01 julho, 2020

A taxa de desocupação no Brasil atingiu 12,9% no trimestre móvel encerrado em maio, aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao período anterior, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE. São 12,71 milhões de brasileiros oficialmente desempregados, 368 mil pessoas a mais do que o trimestre anterior. Apesar do número expressivo, representa 273 mil pessoas a menos em relação ao mesmo período do ano passado.

A queda na ocupação desde o início da crise e da pandemia atingiu 7,77 milhões de pessoas. A maioria, porém, não continuou a procura por emprego, passando assim para a categoria “fora da força de trabalho”, que atingiu níveis históricos e alarmantes com 74,9 milhões de brasileiros nesta condição. Somado às pessoas consideradas desocupadas, o número ultrapassa o total de ocupados.

O setor mais afetado em termos absolutos foi o comércio, com queda de 10,1% na ocupação, quase 2 milhões de pessoas a menos no setor. Em termos relativos, porém, o setor de alojamento e alimentação foi o mais prejudicado, sofrendo perdas de 22,1% entre marco e maio, seguido pelos serviços domésticos (-18,7%) e outros serviços (-13,3%).

“É essencial neste momento garantir renda, estimular o consumo e criar um ambiente favorável à geração de novas vagas de emprego formal, adaptadas a atual conjuntura sanitária, tecnológica e econômica, para o país ter uma retomada sustentada e resultados positivos para o comércio, serviços e turismo no futuro”, avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Mercado informal

O impacto da crise ocorreu de maneira mais intensa sobre o setor informal da economia, considerando o setor privado de maneira ampla: 5,5 milhões de pessoas deixaram de estar ocupadas como informais, enquanto a queda na ocupação para aqueles com carteira ou CNPJ foi de 2,87 milhões.

Outros indicadores importantes se referem à subutilização da força de trabalho, isto é, componentes que demonstram insuficiência de horas trabalhadas, pessoas não ocupadas nem desocupadas que podem se integrar à força de trabalho, e pessoas desalentadas que informaram desistência de procurar emprego. Nesse sentido, a força de trabalho potencial atingiu também seus maiores patamares, crescendo quase 50% em relação ao trimestre anterior, o que representa hoje 11,9 milhões de brasileiros. O indicador de maior vulnerabilidade, os desalentados, cresceu 15,3% no período e atingiu a marca recorde de 5,4 milhões de pessoas.

O rendimento médio do brasileiro continuou a apresentar crescimento (R$2.460, +3,6%), porém de maneira distinta entre os setores. Enquanto Outros Serviços (R$1.864, +4,3%) e Comércio (R$1.940, 1,5%) apresentaram pequeno crescimento, o setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (R$3.317, -3,7%) e  de Transporte (R$2.223, -3,5%)  tiveram queda.

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