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Temporada de Verão 2019: participação de estrangeiros vem avançando nos dois últimos anos

Atualizado em 14 janeiro, 2020

É o que apontou pesquisa de Turismo da Fecomércio SC, realizada em 05 cidades do litoral catarinense

Turistas com menor poder de compra foram os que mais circularam no Litoral de Santa Catarina na temporada, conforme aponta a Pesquisa Fecomércio SC Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2019, apresentada nesta terça-feira (26), em reunião da Câmara Empresarial de Turismo da entidade, em Florianópolis. Se por um lado os números retratam um verão aquém do esperado, por outro apontam diferentes oportunidade nos cerca de 530 quilômetros de litoral.

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A maioria dos turistas que passou o verão em SC situa-se entre duas faixas de renda: R$1.893 a R$4.730 (35,9%), que aumentou 6,4 p.p em relação ao ano anterior e também está acima da média histórica (30%), e de R$4.731 a R$7.568 (20,9%), que caiu 4,3 p.p. Nesta temporada, cada grupo de turistas desembolsou, em média, R$ 4.465,00, puxado principalmente pelos gastos com hospedagem (R$ 2.827,00) e alimentação (R$ 1.191,00).

“Conhecer a fundo o perfil dos turistas que circulam no litoral catarinense e seus diferentes comportamentos de consumo é essencial para a tomada de decisão, tanto para o empresário do setor, como para o Governo –  que precisa direcionar investimentos, planejar  políticas públicas e reforçar promoção do Estado, entre outras  ações propositivas,  ressalta  Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio SC.

Perfil do turista

Historicamente, o próprio brasileiro é o maior cliente do turismo catarinense – em 2019 representou 71,6%, porém o percentual vem caindo desde 2013. Na análise da série histórica é possível perceber também a tendência de queda no percentual de catarinenses desfrutando das praias no Estado.

Já a participação de estrangeiros está avançando nos dois últimos anos: em 2019 representou 28,4%, pouco baixo do ano passado 29%). Mesmo com a crise no país vizinho, os hermanos argentinos (20,6%) tiveram participação expressiva ao nosso Litoral. A fatia de turistas do Paraguai (2,9%) e Chile (1,4%) também cresceu, sinalizando um público que pode ser conquistado nos próximos anos.  Os principais destinos foram Balneário Camboriú (33,3%) e Florianópolis (32,5%).

Mobilidade

Independente do estado/país emissor, o carro (60%) permanece como principal meio de transporte, mas o percentual desacelera ano a ano. Não só caiu em relação ao ano passado (70,8%), como está abaixo da média histórica (69,6%). Segmentando por país de origem, o carro foi a opção de 65,5% dos brasileiros, 60% dos uruguaios, 54,1% dos argentinos e 41,7% dos paraguaios.

“Estes números evidenciam a importância do transporte terrestre para o turismo catarinense e, consequentemente, a necessidade de investimento na malha viária do Estado e na mobilidade dentro das cidades. A aduana recém-inaugurada em Paraíso, a segunda na fronteira do Brasil com Argentina, já respondeu por 4% dos turistas. O trajeto diminuiu em cerca de 40 quilômetros a distância para os destinos turísticos, além de criar uma nova alternativa para a rota turística do Estado”, avalia o vice-presidente de Turismo da Fecomércio SC, Helio Dagnoni.

A parcela de turistas que chegou ao Estado de avião (18,3%) aumentou em relação ao ano passado (13,2%) e foi a mais expressiva da série histórica. O dado mostra a importância do Floripa Airport para o turismo internacional no Estado: dos 6,6% de turistas estrangeiros que usaram avião para chegar a SC, 4,7% escolheram o aeroporto de Florianópolis – o que representa mais de 70% deste público.

 Mudança no comportamento

A pesquisa aponta uma tendência de crescimento na procura por imóveis alugados durante a temporada de verão em SC. Neste ano representou 34,9% das hospedagens, à frente dos hotéis ou similares (34,7%) e casa de parentes e amigos (22,5%). Entre os imóveis alugados, as plataformas de compartilhamento de imóveis (como o Airbnb, Booking, entre outros) tiveram a maior alta nos últimos três anos- de 2,3% em 2017 saltou para 28,1% em 2019. Este crescimento acompanha a tendência do mercado global da “economia compartilhada” ou o fenômeno da Uberização.

Olhar do empresário

A percepção sobre o resultado da temporada, apurada com 555 empresários, mostra o porquê da avaliação negativa neste ano: o gasto menor impactou diretamente no faturamento (-9,8%) e no ticket médio (R$ 173,00) das empresas. Na comparação com os outros meses, porém, o período registrou aumento de 22,4% no faturamento.

A movimentação nos estabelecimentos dividiu opiniões: 34,5% considerou bom ruim (25,8%), irrelevante (23,7%), muito ruim (11,6%) e muito bom (4,3%).

No setor de hotelaria, no qual foram entrevistados 117 meios de hospedagens, o recuo foi ainda maior (-19,5%) no caixa, refletindo em outros indicadores, como na queda da média de permanência (4,8 dias) e na ocupação dos leitos (72,1%).

Painel debateu os desafios do turismo para as próximas temporadas

Debate moderado por Alexandre Biz contou com a participação do presidente da Câmara de Turismo da Fecomércio SC, Eduardo Moritz, do vice- presidente de Turismo da Entidade, Hélio Dagnoni, da Presidente da Santur, Flavia Didomênico, do Conselheiro Consultivo da Abrasel, Ezio Librizzi, Rogério Siqueira, Presidente do Conselho Estadual de Turismo e do secretário nacional de Integração Interinstitucional do Ministério do Turismo, Bob Santos.

Confira como foi o verão em 2018

http://www.fecomercio-sc.com.br/noticias/turistas-de-florianopolis-e-balneario-camboriu-avaliam-qualidade-dos-servicos-na-temporada-2018/

http://www.fecomercio-sc.com.br/noticias/estrangeiros-representaram-quase-30-dos-turistas-nesta-temporada-em-sc/

http://www.fecomercio-sc.com.br/noticias/pesquisa-turismo-de-verao-no-litoral-catarinense-mostra-impactos-da-temporada-para-empresarios/

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