ECONOMIA

Vendas do comércio em Santa Catarina recuam pelo terceiro mês consecutivo

Atualizado em 14 abril, 2021

O volume de venda do comércio varejista em Santa Catarina recuou 0,2% em fevereiro na comparação com o mês anterior, conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Esse movimento negativo ocorre pelo terceiro mês consecutivo, totalizando média de queda de 3,13% entre dezembro e fevereiro, na série com ajuste sazonal.

Na variação mensal frente ao mesmo período do ano anterior, o comércio varejista registrou forte queda de 3,2%, encerrando um movimento positivo de nove meses seguidos, com média de 8,4% entre maio de 2020 e janeiro de 2021. No acumulado do ano, houve redução de 1,1%-  o terceiro pior resultado desde o início da série histórica, que começou em 2000.

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Em relação ao comércio ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o resultado é menos adverso em Santa Catarina, já que houve uma leve recuperação de 0,3% na comparação com o mês imediatamente anterior, interrompendo uma sequência de quedas desde dezembro. Mas, ao comparar o resultado no agregado do ano e 2020, percebe-se diminuição de 0,6% frente ao mesmo período do ano anterior e estagnação (sem variação) em 2021, apurada, principalmente, pelo ritmo negativo no volume de vendas de veículos e motos, partes e peças que acumula queda de 8,2% em 12 meses.

Este resultado reflete também na maioria dos segmentos do varejo. Dentre as 10 principais grupos de atividades da pesquisa, seis apresentam variação negativa no acumulado do ano, destacando-se os ramos de livrarias e papelarias (-38,2%), equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (-25%), combustíveis e lubrificantes (-4%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,2%).

Desempenho nacional-  Efeito semelhante segue o ritmo nacional ao encerrar fevereiro com queda de 2,1% no ano. Esse resultado adverso pode estar ligado à redução das medidas de incentivo a economia e as incertezas decorrentes dos avanços da pandemia e seus reflexos na renda e no emprego. Os estímulos econômicos, especialmente o auxílio emergencial e o programa de manutenção dos empregos e renda, impulsionaram a recuperação do comércio em nível geral em 2020, revertendo as perdas para alguns segmentos do comércio.

Expectativas para 2021

O cenário ainda é de incertezas, especialmente com a possível reversão da tendência econômica e a falta de perspectiva de vacinação em larga escala para a população. Os indicadores econômicos relativos ao primeiro trimestre do ano já indicam sinais desanimadores, como níveis de preços acelerado e aumento das taxas de juros- estas condições freiam o consumo e os gastos das famílias ao diminuir o poder de compra, além de pressionar negativamente o acesso ao crédito.

Reforça essa tendência os resultados da pesquisa realizada de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) catarinenses. O índice segue se deteriorando e encerrou o mês de março com patamar de 50,6 pontos. São 12 meses seguidos que o índice apresenta queda mensal comparado ao mês anterior, com recuo médio de 6,6%.

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