ECONOMIA

Inflação de março é a menor para o mês desde Plano Real

Atualizado em 10 abril, 2018

Pelo nono mês consecutivo, a inflação brasileira está abaixo do piso da meta estipulada pelo Banco Central em 3,0%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março variou 0,09%, bem abaixo do resultado de fevereiro (0,32%). O acumulado no ano foi de 0,70%.  Este foi o menor nível para um mês de março desde a implantação do Plano Real, tanto na variação mensal quanto no acumulado no ano.

O acumulado dos últimos doze meses caiu para 2,68%, depois de registrar 2,84% no período imediatamente anterior. Em março de 2017, o IPCA havia atingido 0,25%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Transportes (-0,25%) e Comunicação (-0,33%) apresentaram deflação em março. Já os demais grupos vieram com alta variando de 0,05% (despesas pessoais) a 0,48% (saúde e cuidados pessoais, com planos de saúde variando 1,06%).

As frutas representaram o maior impacto individual (0.05 p.p) no mês. O grupo Alimentação e Bebidas teve alta (0,07%) em março, após cair 0,33% em fevereiro. Apesar da aceleração de 5,32% no preço das frutas, o grupamento dos alimentos para consumo no domicílio registrou deflação em março (-0,18%), menos intensa do que a de fevereiro (-0,61%). Os destaques nas quedas foram carnes (-1,18%), tomate (-5,31%) e frango inteiro (-2,85%). Já a alimentação fora acelerou entre fevereiro (0,18%) e março (0,52%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,07% em março e ficou 0,11 p.p. abaixo da taxa de 0,18% de fevereiro. No ano, o acumulado foi de 0,48%. Tanto a variação mensal quanto a acumulada no ano foram as mais baixas para um mês de março desde a implantação do Plano Real. O acumulado dos últimos doze meses (1,56%) ficou abaixo dos 1,81% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2017, o INPC havia sido 0,32%.

O fim do impacto do reajuste da Educação e os preços dos alimentos, que correspondem a um quarto do IPCA, ainda apresentam valores baixos, contribuindo para a manutenção da inflação neste nível.  No cálculo do INPC, a alimentação tem um impacto ainda maior, pois leva em consideração famílias que ganham até 5 salários mínimos.

“A queda da inflação desde xxx está relacionada ao recuo na demanda por conta do desemprego elevado e as altas taxas de juros. Para manter o índice dentro da meta a queda da Selic precisa ter ritmo mais acentuado, provocando a maior expansão do crédito, que reativará a demanda, o emprego e o crescimento econômico. A expectativa é que a inflação retorne a meta de 4,5% a partir do processo de recuperação da economia”, analisa o economista da Fecomércio SC, Luciano Córdova.

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