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Resultados da temporada de inverno apontam para retomada do turismo em SC

Atualizado em 21 setembro, 2021

Belezas naturais de tirar o fôlego, como a cenográfica Serra do Corvo Branco, rapel em cascatas e paredões, esperar a neve na Praça de Urupema, visitas às vinícolas e vinhedos ou talvez um passeio off-road nos cânions. Com uma variedade de opções e destinos, a temporada de inverno na Serra Catarinense se consolida ano a ano como um forte roteiro turístico do Estado – e, se depender dos resultados desta temporada, é possível afirmar que a retomada do turismo está em curso. A Pesquisa Turismo de Inverno na Serra Catarinense, realizada pela Fecomércio SC nos meses de julho e agosto em doze cidades, aponta que o faturamento, ticket médio, avaliação do movimento de clientes, nível de contratações e ocupação já estão nos níveis pré-pandemia ou até acima.

> Leia a pesquisa na íntegra

O estudo traz o perfil socioeconômico de visitantes e turistas (sexo, faixa etária e renda familiar), características da viagem, percepção dos empresários sobre o impacto da temporada nos negócios, gastos por setor, entre outras informações.

“Hospitalidade, boa gastronomia, o fator clima e diversidade de pontos turísticos em toda região faz da Serra um tesouro que precisa ser cada vez mais explorado, com a devida atenção do setor público e privado para melhorar ainda mais a infraestrutura da região e atrair novos investimentos”, afirma o vice-presidente da Fecomércio SC, Emílio Rossmark Schramm. Segundo ele, as informações da pesquisa podem trazer insights para os empresários que atuam ou querem se instalar na região, além de balizar o governo e o próprio trade na tomada de decisão.

Reflexos da pandemia

Foto: Markito/ Santur

Os dados apontam que turismo regional ganhou força em 2021: 65% das pessoas que circularam na Serra são de SC, seguido pelo Rio Grande do Sul (11,3%) e São Paulo (9,8%). As distâncias percorridas – em média 526 km- e o carro como principal meio de transporte também reforçam a origem dos turistas.

Os cuidados com a pandemia provocaram algumas mudanças no comportamento das viagens de lazer. Enquanto mais da metade dos turistas optou pela hotelaria (57,8%, diante dos 46,3% em 2019), a hospedagem em imóveis de parentes ou amigos reduziu (caiu de 19% em 2019 para 11,5% em 2021).

A configuração dos grupos de viagem também mudou: a participação de pequenos grupos familiares e de casais cresceu (83,8%) e as viagens entre amigos caíram em 2021 (10,3%).

Além do frio

Nem todo mundo vai atrás do frio na Serra, conforme aponta a pesquisa. Segundo o vice-presidente de turismo da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, algumas tendências de comportamento e perfis de turistas podem ser observadas na região.

“Assim como o Litoral não se resume ao verão, a Serra tem atrativos para o ano todo. O turismo de experiência é um dos carros-chefes na região e tem mostrado vários nichos de mercado: desde as visitas às vinícolas para conhecer os vinhos de altitude, que já são a opção de 6,7% dos turistas, à tirolesa e arvorismo nos parques para aqueles que preferem curtir a natureza. São diferentes tipos de negócios que podem atrair turistas para a região em qualquer estação, fomentando emprego e renda em vários municípios”, avalia Dagnoni.

Turistas

– A maioria é do público masculino (78,1%)

– A faixa etária de maior representação foi de adultos entre 31 a 40 anos, somando 29% dos turistas

– A faixa de renda mais frequente foi entre R$ 2.204 a R$ 5.509, com 34,3% de participação

Empresários

– Média geral dos gastos foi de R$1.471,81- aumento de R$185 em valores nominais em relação a 2019

– 15,4% realizaram contratação de colaboradores extra para a temporada, voltando aos mesmos níveis do período pré-pandemia.

– O percentual de ocupação dos leitos foi de 70,0%, retornando ao patamar de 2018.

– Variação de faturamento de 20,5% em relação ao ano passado e de 17,7% em relação aos meses comuns

Leia a pesquisa na íntegra


A pesquisa foi realizada em Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Correia Pinto, Lages, Painel, Rio Rufino, São Joaquim, São José do Cerrito, Urubici e Urupema. Foram entrevistados 400 visitantes e 305 empresários e gestores dos estabelecimentos comerciais, com erro amostral calculado de 5% e significância de 95% para ambos os públicos.

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