Pesquisa Mensal do Comércio: consumo continuou subindo no Estado em novembro
O comércio catarinense registrou uma variação de 1,2 % no volume de vendas e 3,3% na receita nominal no mês de novembro de 2012, em comparação com o mês anterior e o ajuste sazonal. É o que revelam os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – acompanha a movimentação do setor no Brasil.
Já na variação mensal comparada ao mesmo mês do ano anterior (2011), o resultado foi de 7,3% de aumento para o volume de vendas e 11,4% para a receita nominal. Na variação acumulada do ano (janeiro a novembro) e variação acumulada nos 12 meses, o volume de vendas apresentou, respectivamente, 7,6% e 7,9% de crescimento. Tendo o mesmo período de referência, a receita nominal apresentou, respectivamente, variação de 10,8% e 11,2%.
Diante destes números, calcula-se que as vendas do comércio de Santa Catarina devem ter crescido acima dos 7% no ano, baseado na expansão da renda e do crédito que continuou ocorrendo em 2012 e também na recuperação da capacidade de endividamento das famílias, indicador observado, principalmente, a partir do último trimestre de 2012.
Desempenho nacional do comércio
Na análise nacional, o comércio varejista cresceu, no penúltimo mês de 2012, em 0,3% no volume de vendas e 0,8% na receita nominal, em comparação com outubro. Os resultados expressam o sexto mês consecutivo de crescimento do volume e o nono mês com elevação da receita.
Na comparação com novembro de 2011, em termos de volume, o varejo apresentou variação de 8,4%; já no quadro de referência da renda nominal, o avanço foi de 13,7%. No acumulado do ano (janeiro a novembro) e no acumulado dos 12 meses, o volume de vendas cresceu, respectivamente, 8,9% e 8,6%. Nos mesmos padrões de referência, respectivamente, a receita nominal evoluiu 12,5% e 12,2%.
Números que, para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) significam uma expectativa de expansão anual do comércio em 2012 de 9,1% em volume em vendas. Para a entidade, a alta foi puxada pelo elevado consumo de móveis e eletrodomésticos (+12,3%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+11,0%). No entanto, para dezembro de 2012, a estimativa é que o varejo nacional feche o mês com recuo de 0,4%.
Atividades pesquisadas
Das 10 atividades que compõe a pesquisa nacional, cinco tiveram variação positiva no volume de vendas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,2%), tecidos, vestuário e calçados (2,1%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e fumo (0,6%); artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos (0,6%); livros, jornais, revista e papelaria (0,1%). As com variação negativa: Móveis e eletrodomésticos (-0,2%); material de construção (-0,9%); combustíveis e lubrificantes (-1,5%); veículos, motos, partes e peças (-5,0%); equipamento de escritório, informática e comunicação (-11,4%).
O segmento com maior contribuição para a taxa global do varejo continuou sendo hipermercados, supermercados, produtivos alimentícios, bebidas e fumo (43%). Móveis e eletrodomésticos, com aumento de 13% no volume de vendas (também com relação a novembro do ano anterior) gerou o segundo maior impacto (19%) na formação do desempenho do comércio. Já no varejo ampliado, o penúltimo mês de 2012 mostrou crescimento de 7,2% em relação novembro de 2011, para o volume de vendas.
Análise da Fecomércio-SC
Para a entidade, o resultado da PMC de novembro é reflexo do processo de esgotamento do crescimento da demanda das famílias estimulada por medidas pontuais de estímulo ao consumo via renúncia fiscal. Como foi registrado, em outubro de 2012 ocorreu uma forte aceleração das vendas, em decorrência das medidas governamentais. Ou seja, o forte crescimento de outubro, principalmente do setor automobilístico, foi compensado por uma desaceleração em novembro. Entretanto, mesmo com essa redução da força das medidas de estímulo ao consumo, a elevação da renda, do emprego e da concessão de crédito continua fazendo com que as vendas cresçam, mesmo que não tanto quanto no mês anterior.


