Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registra menor taxa desde junho de 2012
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,37% em maio, 0,18 pontos percentuais abaixo da variação registrada em abril (0,55%). Esta é a menor taxa para o IPCA desde junho de 2012. O acumulado do ano ficou em 2,88%, frente ao 2,24% registrados a igual período de 2012. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 6,50%, acima, portanto, dos 6,49% registrados no mês passado e atingindo o teto da meta de inflação.
Os remédios permanecem liderando os impactos mais fortes no IPCA de maio, seguindo o processo ocorrido em abril, apresentando 0,06 pontos percentuais. A taxa de 1,61%, inferior à registrada em abril (2,99%), fez o ano acumular aumento de 4,80%.
Deste modo, mesmo tendo o grupo Saúde e cuidados pessoais reduzindo sua variação de 1,28% em abril para 0,94% em maio, permaneceu como o grupo de maior variação.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC) considera que o combate à inflação só será realmente efetivo caso houver um reequilíbrio entre ganhos salariais e ganhos de produtividade. O forte crescimento do primeiro, aliado à estagnação do segundo, tem gerado aumento de custos e consequente repasse para o preço final – situação que aparece com maior clareza no setor de serviços –, estando este descompasso no cerne do atual processo inflacionário brasileiro.
Taxas mais baixas
Outros cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram taxas mais baixas em maio do que abril. O grupo de alimentos apresentou uma forte desaceleração ao variar de 0,96% em abril para 0,31% neste mês de maio, causando um impacto de 0,08 ponto percentual no índice geral.
O grupo de transportes passou de -0,19% em abril para -0,25% em maio, a queda foi maior pelo efeito do litro do etanol, que ficou mais barato 1,97%, da gasolina, que se manteve em queda (de -0,41% para -0,52%), e do preço de automóveis e passagens aéreas que também apresentaram redução dos preços, respectivamente, -0,16% e -3,43%.
Despesas pessoais também teve variação diminuída de 0,61% para 0,41%. Artigos de residência (de 0,63% em abril para 0,46% em maio) e Educação (de 0,10% para 0,06%) também apresentaram influência na desaceleração do IPCA do mês.
Na tendência contrária, habitação (de 0,62% em abril para 0,75% em maio), vestuário (de 0,65% para 0,84%) e comunicação (de -0,32% para 0,08%) apresentaram variação crescente na comparação entre o mês de abril e maio e puxaram o índice para cima.
Com este crescimento do IPCA acumulado nos últimos 12 meses (6,5%), o índice voltou a atingir o teto da meta de inflação definida pelo Banco Central. Ou seja, mesmo com o arrefecimento dos preços dos alimentos e a elevação da taxa de juros nas últimas reuniões do Copom a inflação permanece em um patamar elevado, o que pode novamente trazer indesejáveis e pouco eficientes aumentos dos juros.
INPC apresenta baixa variação
Já o INPC variou 0,35% em maio, 0,24 ponto percentual abaixo da variação registrada abril (0,59). No acumulado de 2013 marcou 3,02%, acima dos 2,29% relativos ao mesmo período de 2012. O acumulado de 12 meses ficou em 6,95%, menor do que o acumulado de 12 meses apresentado em abril (7,16%). Os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,27% em maio, enquanto os não-alimentícios aumentaram 0,38%.


