Fórum dos Institutos Fecomércio abre com discussão sobre as relações com a imprensa
O 4º Fórum de Dirigentes dos Institutos de Pesquisa Fecomércio foi aberto na manhã desta quinta-feira, no Sesc de Cacupé, em Florianópolis, com uma palestra do jornalista Eduardo Kormives, do Blog TI SC, sobre a relação das entidades com a imprensa e como melhorar a forma como as pesquisas são recebidas nas redações de jornais e nos demais veículos de comunicação.
Participam do encontro, que vai até sexta-feira, no mesmo local, representantes dos institutos das federações do Sergipe, Tocantins, Amapá, Goiás, Distrito Federal, Alagoas, São Paulo, Rio Grande do Sul, Piauí e Mato Grosso do Sul. O diretor-executivo da Fecomércio SC, Marcos Arzua, deu as boas vindas aos participantes em nome do presidente da federação, Bruno Breithaupt, cumprimentando o presidente da Fecomércio de Sergipe, Abel Gomes da Rocha Filho, e a presidente do Fórum, Elizabet Campos (DF), e agradecendo aos participantes que vieram de longe discutir questões sobre as pesquisas realizadas pelos institutos em todo o país.
Elizabet Campos falou da importância que o Fórum adquiriu – hoje são 16 Institutos de Pesquisa vinculados às federações do Comércio em todo o país – e disse que aspectos e temas interessantes relativos às pesquisas serão discutidos nestes dois dias. Abel Gomes da Rocha Filho disse que o instituto em Sergipe está em reformulação. "Queríamos atualizar o nosso instituto e viemos aqui para aprender como os demais estados estão fazendo. As pesquisas são um instrumento de divulgação da Fecomércio".
Números confiáveis
Eduardo Kormives explicou como as pesquisas são recebidas nas redações e como a necessidade de números confiáveis é determinante na eleição de um assunto que vai para a manchete. Segundo ele, muitos setores e atividades econômicas carecem de números confiáveis e atualizados.
De acordo com o jornalista, a proximidade, atualidade, ineditismo, conflito, humor, interesse pessoal, utilidade pública, relevância e importância são critérios utilizados para a seleção das matérias que terão destaque em jornais. "Números e série histórica são importantes para se montar gráficos e embasar textos que podem se destacar. Também é preciso saber escolher os dados, saber quais as informações são mais relevantes e devem aparecer no começo do release", disse Kormives, acrescentando que uma pesquisa divulgada com exclusividade para um determinado veículo, com tempo para ser trabalhada, pensada e bem ilustrada, tem grandes chances de virar manchete.
Para Kormives, a qualidade da fonte (as pessoas que falam em nome das federações e dos institutos) também é importante na relação com a imprensa. Segundo o jornalista, é preciso ter disponibilidade: "Se não puder falar, o repórter vai encontrar outra pessoa para falar no seu lugar"; ter relevância: "quem fala precisa saber do que está falando, fazer uma análise que vá além do que está nos números da pesquisa"; ser conciso: "saber falar, não falar muito rápido, não ser muito prolixo também ajuda a tarefa do jornalista. Em alguns casos, é uma boa prática fazer uma media training com as pessoas que servem como fonte nas federações".


