Perda de recursos com novo reajuste do Imposto de Renda prejudica ainda mais o consumo
O novo reajuste na tabela do Imposto de Renda, anunciado durante o pronunciamento de 1º de maio da Presidente da República, não é novidade para os brasileiros. O reajuste de 4,5% na tabela – que entrará em vigor no próximo ano –, abaixo da inflação esperada para 2014 (entre 6 e 6,5%), novamente, reforça a defasagem que existe desde 1996.
Nos últimos 18 anos, os reajustes não acompanham a inflação, fazendo com que a defasagem chegue a mais de 61%. Ou seja, ano após ano, o montante de renda que poderia ser disponibilizado para a melhoria do potencial de consumo e quitação de dívidas do trabalhador brasileiro, passa a ser destinado para a Receita Federal, aumentando a elevada carga tributária brasileira. Segundo o Sindifisco, apenas a diferença dos percentuais (reajuste da tabela e inflação estimada) deve colocar em torno de R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões n os cofres da Receita Federal. Este valor deveria estar no bolso dos trabalhadores.
A Fecomércio SC considera equivocada a manutenção da metodologia criada em 2010 para reajuste da tabela do IR (é adotado o centro da meta de inflação como percentual de reajuste). Além de ser injusta economicamente, no atual cenário de desaceleração do consumo das famílias, a perda deste montante de recursos para o IR é ainda mais nociva.
A revisão da tabela deveria seguir a estimativa de inflação anual e não o centro da meta de inflação, que nunca é alcançado. Somente assim, com medidas desse tipo, o governo indicaria que realmente está disposto a realizar uma verdadeira reforma tributária no país, gerando um novo ciclo de crescimento para a economia brasileira.


