Brasil só pensa no curto prazo, diz Silva Pinto
O engenheiro, historiador e professor da Fundação Getúlio Vargas, Luiz Fernando da Silva Pinto, falou sobre o “Processo da decisão no mundo globalizado e super competitivo” a presidentes de sindicatos afiliados à Fecomércio SC, na manhã desta terça-feira, no auditório do Sesc de Cacupé. A palestra faz parte do Programa de Ambientação da Fecomércio SC, que prossegue à tarde com a apresentação das ações do Sistema Fecomércio em Santa Catarina.
Segundo ele, o Brasil já é mais competitivo que a China hoje. “O problema é que o empresário brasileiro fica chorando por que falta infraestrutura, mas são poucas as empresas que têm grupos de inteligência logística. Acredito que o grande problema do Brasil é que o país não pensa estrategicamente porque teve 50 anos de inflação. Isso fez com que a gente só pense no curto prazo, deixamos de pensar a médio e longo prazo”, afirmou.
Em seguida, Silva Pinto detalhou o processo estratégico que ele chama de Configuração Da Vinci, formado por seis “Ps”: planejamento estratégico, pensamento estratégico, projetamento estratégico, progresso estratégico, propulsão estratégica (elos e ínsulas) e proposições estratégicas (mega gestores e gurus/insights); três “As”: alianças e parcerias estratégicas, análise marginal (projetos e ações de impacto) e alavancagem estratégica (cases de velocidade estratégica); e dois “Cs”: condições de acesso e coaching estratégico.
Para o professor Silva Pinto, não existe a figura do líder dentro das organizações. “Aqui não existe cultura de fatiamento, reconfigurar os negócios, dividir o problema em partes para solucioná-lo de maneira mais fácil. Isso permite que surjam soluções inovadoras e criativas. O importante é fatiar os problemas para atacá-los”, disse. Para ele, toda corporação precisa montar um gabinete de crise, preparado para qualquer cenário adverso.
De acordo com Silva Pinto, não existe inteligência individual estratégica, isso só se faz coletivamente. “Quando vou fatiar um problema, procuro me cercar de, no mínimo, oito pessoas. Não existem pessoas mais competentes que as outras, existem pessoas mais espertas que as outras, que se cercam de outras pessoas capaz de elaborar bons projetos”, afirmou.
Participaram da palestra, aberta pelo diretor executivo da Fecomércio SC, Marcos Arzua, presidentes e representantes dos seguintes sindicatos: Sirecom-Sul de Criciúma, Sicom de Chapecó, Sirecom Foz do Itajaí, Sirenorte de Joinville, Sinbac de Balneário Camboriú, Sincofarma de Criciúma, Sincomércio de Balneário Camboriú, Secovi de Blumenau, Secovi de Santa Catarina, Sincovasc de Caçador, Sindilojas de Joinville, Sinfac-SC de Criciúma, Sirecom Grande Florianópolis e, Sindilojas de Criciúma.


