Uma ferramenta para nortear as ações do mercado na Capital

Após a apresentação dos dados da Pesquisa do Mercado Imobiliário, o vice-presidente de Habitação da federação, Fernando Amorim Willrich, e o presidente da Câmara Empresarial do Mercado Imobiliário, Marcelo Brognoli , debateram o tema com a vice-presidente do Secovi do Rio de Janeiro, Maria Teresa Mendonça Dias, o diretor executivo da Fecomércio SC, Marcos Arzua, e o público presente ao lançamento.

Para Fernando Willrich, o resultado da pesquisa é a culminação de um trabalho iniciado há cinco anos. "Nesse tempo, houve um olhar, um envolvimento maior da federação com o segmento imobiliário, com a criação da Vice-Presidência de Habitação, a criação da Câmara Empresarial do Mercado Imobiliário. E um dos grandes desafios foi nutrir a equipe da Fecomércio de dados e das informações das demandas para que a pesquisa fosse e desenvolvida com todo critério, com todo rigor", afirmou.

De acordo com Willrich, ao longo dos próximos meses e nos próximos anos, será possível trabalhar estes dados com muito mais interesse e profundidade. "O que nós temos hoje aqui é apenas o retrato de quatro meses de levantamento de dados, que já nos traz informações fundamentais, mas, ao longo dos próximos anos, principalmente depois do primeiro ano de pesquisa, quando publicarmos o Panorama do Mercado Imobiliário de Florianópolis, nós poderemos comentar a evolução de índices de valorização dos imóveis, índices de evolução do valor do metro quadrado do aluguel, de compra e venda, e comparar estes índices com os demais índices econômicos", disse.

Marcelo Brognoli lembrou da pesquisa informal que era feita há 15 anos pelo Secovi de Florianópolis, e que serviu, de certo modo, para orientar o mercado à época, embora fosse uma ação muito caseira e que depois tenha sido deixada de lado. "Por isso, foi muito importante quando a Fecomércio percebeu essa necessidade do mercado imobiliário e, com o seu corpo técnico de alta competência, realizou agora uma pesquisa de forma científica, com muita muita propriedade. Para o mercado imobiliário, isso sem dúvida nenhuma é um grande avanço", afirmou.

Investimentos

Segundo o diretor executivo da Fecomércio, Marcos Arzua, a pesquisa vai deixar de lado o campo da percepção do que existia no mercado, para se ter uma análise que sirva como norteadora dos investimentos. "A nossa intenção é qualificar ainda mais a pesquisa. Inicialmente, o ponto de partida é a Capital, mas nós vamos estendê-la às nossas bases de representação. Nosso Estado, além dos atrativos turísticos e de sua economia potente, desperta um interesse muito grande de quem atua no setor imobiliário, e isso tanto na Capital e no Litoral, quanto nas demais regiões, seja por lazer, seja por investimento puro, por moradia ou por turismo. Essa pesquisa se tornou necessária para que tivéssemos esse norteador que qualificasse esses investimentos e servisse para atraí-los. E justamente aquilo que nos preocupava, que era essa falta, essa acomodação, essa diminuição, esse humor do mercado, ficasse também acompanhado por um retrato mais científico e mais técnico desse comportamento. Felizmente, hoje temos à disposição do mercado essa ferramenta", avaliou Arzua.

Maria Teresa Mendonça Dias, que é a responsável pelo Cepai (Centro de Pesquisa e Análise de Informação) e vice-presidente Financeira e de Desenvolvimento do Secovi Rio, disse que se ter informações realmente confiáveis sobre o mercado é a base para tudo. "Se a gente não tem as informações, não conseguimos trabalhar, controlar, melhorar e planejar o que fazemos. No Rio, nós começamos esse levantamento de dados em 2008, e eu sei o quanto é difícil conseguir essas informações dentro do mercado, através dos sites das imobiliárias , das redes de locação. Isso é um trabalho que exige a participação do mercado, das empresas que atuam no setor, de perceberam o quanto isso é importante para os negócios. É uma semente difícil de ser plantada, mas que eu vi que está sendo bem cuidada. A troca que temos tido entre todos os Estados, através da Fecomércio, tem sido muito positiva, o que nos permite dizer que, em breve, teremos os nossos indicadores nacionais", declarou.
 

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Última atualização: 12 de agosto de 2014