Dirigentes da Fecomércio SC participam de debate sobre a terceirização

O vice-presidente da Fecomércio SC, Célio Spagnoli, e o diretor-executivo da entidade, Marcos Arzua, participam do debate sobre as implicações econômicas e jurídicas da terceirização no país que será realizado durante o Seminário Terceirização e o STF: O que esperar?, no dia 1º de setembro, próxima segunda-feira, na Fecomércio de São Paulo. O evento é promovido pela CNC – Confederação Nacional do Comércio, CNI – Confederação Nacional da Indústria, Consif – Confederação Nacional do Sistema Financeiro e Fecomércio SP.

Para Célio Spagnoli, que também é presidente da Câmara Empresarial de Relações Trabalhistas e Assuntos Legais da Fecomércio SC, o seminário servirá para iluminar a discussão sobre o ordenamento jurídico com relação à terceirização. "Nós não temos uma legislação efetiva, transparente e compreensível, sobre o tema. Qualquer lei que venha limitar a liberdade de ação das empresas acaba por tolher a iniciativa e os investimentos do setor produtivo", afirmou Spagnoli, criticando o argumento dos que são contrários à terceirização sob pena de precarização do trabalho. "É totalmente o oposto deste sentido. Não vai precarizar, vai é haver trabalho para todos. É um erro dizer que o empregado terceirizado vai ser menorizado. É um empregado com carteira assinada, com todos os direitos. É o mercado que vai determinar o rendimento do trabalhador, não o fato de ser ou não terceirizado", disse.

De acordo com o diretor-executivo Marcos Arzua, o debate acerca da terceirização é uma das mais importantes pautas da agenda do setor produtivo nacional. "A terceirização é um eficaz instrumento de gestão das empresas do comércio de bens, serviços e turismo. E é prioritário que não só lutemos pela manutenção dessa modalidade de contratação, mas também que procuremos aprimorá-lo, de modo a contemplar os interesses do setor produtivo e da classe trabalhadora brasileira. Qualquer movimentação restritiva à terceirização é um retrocesso nas relações do trabalho, provoca insegurança jurídica e cria um ambiente desfavorável à expansão e aos investimentos das empresas", afirmou Arzua.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego e o Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros do Estado de São Paulo (SINDEPRESTEM), um em cada quatro dos trabalhadores com carteira assinada é terceirizado. Estudo realizado pela LCA Consultores observa que a redução dos custos é um dos resultados evidentes da especialização e da divisão do trabalho, proporcionados pela terceirização, que nada mais é do que uma forma de criar empregos, além de ser um mecanismo moderno de gestão empresarial, com aumento da produtividade e redução dos custos de produção, utilizando serviços e trabalho especializados, sem significar redução de salários ou menor uso de mão de obra.

Seminário
Terceirização e o STF: O que esperar?
Quando: 1º de setembro
Horário: das 9h às 17h
Local: Fecomércio SP
Endereço: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo
 

Categorias: Notícias
Última atualização: 29 de agosto de 2014