FMI rebaixa mais uma vez a expectativa de crescimento do país
O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou outra vez a previsão para o crescimento do Brasil em 2014 e 2015, baixando a estimativa para este ano de 1,3% para 0,3% e de 2% para 1,4% para o ano que vem.
Segundo o relatório, o PIB se contraiu na primeira metade do ano, refletindo o investimento fraco e uma moderação no consumo, dada as condições financeiras mais apertadas e a contínua fraqueza na confiança empresarial e do consumidor. Esses fatores, junto com a baixa competitividade, devem manter o crescimento contido em boa parte de 2014 e 2015, de acordo com o Fundo. No ano que vem, a projeção do FMI, de 1,4%, também mostra o Brasil crescendo abaixo dos 2,3% dos países desenvolvidos e dos 5% dos emergentes.
No Brasil, o mercado também reduziu sua expectativa, a 19ª redução seguida. De acordo com o Boletim Focus, o país crescerá no ano 0,24%, previsão 0,5 p.p. menor que a da semana passada, de 0,29%.
A redução das estimativas de crescimento do PIB na economia brasileira está em consonância com o baixo desempenho de outras variáveis econômicas. A renda não cresce mais como antes, a geração de empregos está estagnando, e o acesso ao crédito (o que dinamizava a economia no passado recente), associado a um elevado nível de endividamento e juros, está retraindo. Portanto, em linhas gerais, o mercado interno está se arrefecendo, visto que a economia já não encontra o mesmo dinamismo de antes.
Para que este cenário recessivo mude e o Brasil possa voltar a crescer, são necessários investimentos em infraestrutura, uma política econômica que vise incentivos a produção e a ampliação do mercado consumidor, associados às reformas tributária e trabalhista que sejam capazes de estimular cada vez mais os investimentos produtivos. Desse modo, a produtividade e a competitividade da economia brasileira aumentarão e o país poderá retomar a rota de crescimento.


