Fecomércio SC é contra a recriação da CPMF

Logo no início do segundo mandato da presidente Dilma, discute-se no governo a volta da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina – Fecomércio SC é contra a recriação do imposto. "Entendemos que o fundamental é criar estímulos para a inciativa privada, e não ir à contramão. Nesse aspecto, primeiro de tudo é necessário reduzir os altos juros que se paga no Brasil. O governo precisa passar a controlar a inflação através de um maior controle de sua política fiscal, e não focar apenas na política monetária, isto é, na alta dos juros", afirmou o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Segundo ele, é indispensável ao país uma reforma tributária que reduza e simplifique os tributos. "Desse modo, os investimentos podem ser ampliados de maneira mais sólida, o que fará o país voltar a crescer. Também precisamos de uma reforma trabalhista que diminua os encargos pagos pelo empresário, a fim de readequar a legislação à nova situação econômica, na qual a produtividade encontra-se represada devido aos altos custos do trabalho", disse.

Para Bruno Breithaupt, o novo governo tem que começar o mandato por reformas estruturais e não resgatando impostos já rechaçados pelos brasileiros. "É preciso melhorar a gestão, equacionar os gastos públicos, em vez de insistir em aumentar a carga tributária e, mais uma vez, onerar o contribuinte", afirmou.

O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto (foto), afirmou nesta quarta-feira, dia 7, ao tomar posse no Ministério, que o retorno da CPMF seria um retrocesso para a economia, porque as características do tributo desestimulam a produção e o consumo, e espera que as reivindicações de setores do próprio governo para a recriação do tributo não sigam adiante.

“A criação (da CPMF) seria um gravíssimo retrocesso, pelas características do imposto, cumulativo [incide repetidamente a cada etapa da cadeia produtiva] e disfuncional para a economia. Espero que essa questão não prospere”, afirmou Armando Monteiro.

Fonte: com Agência Brasil
 

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Última atualização: 8 de janeiro de 2015