Gripe A: Vigilância aposta na estabilização da circulação viral em setembro
Representantes de entidades empresariais e dos trabalhadores reuniram-se nesta terça-feira, dia 18 de agosto, no Ministério Público do Trabalho para discutir as providências que devem ser tomadas para evitar a proliferação do vírus H1N1. Representantes da Fecomércio, da FIESC, FECAM, FETICOM, sindicatos laborais do comércio, da indústria, dos bancários, CUT, entre outros, foram recebidos pelo Procurador-Chefe Acir Alfredo Hack e pelo Procurador-Chefe Substituto, Egon Koerner Júnior.
Em Santa Catarina, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, são 16 casos esclarecidos, 17 descartados, 9 óbitos e 52 óbitos aguardando o resultado laboratorial. No ponto de vista da letalidade, o vírus tem se mostrado mais agressivo que a gripe comum. “Estamos no olho do furacão nas duas próximas semanas”, alerta o diretor da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, Luis Antônio Silva. No entanto, a vigilância aposta na estabilização da circulação viral no Estado na primeira semana de setembro. “Tivemos uma queda acentuada de casos no Sul do Estado e estamos acompanhando os indicadores desses municípios”.
O diretor executivo da Fecomércio, Marcos Arzua, destacou a orientação da Fecomércio aos sindicatos patronais e aos empresários para o remanejamento das gestantes e, quando não possível, para o afastamento. “Estendemos a orientação para todo o Estado, por meio do SESC, Senac e sindicatos”, afirmou, ressaltando que todas as orientações recomendadas pelos organismos federal e estadual foram multiplicadas pelo Sistema Fecomércio. Em Santa Catarina são 58 mil gestantes. De acordo com Luis Antônio, 37% não têm atividade econômica e de certa forma estão resguardadas.


