Maior endividamento e inadimplência entre os catarinenses

O índice de endividamento dos catarinenses passou de 48% para 64% em dezembro e o número de famílias com contas em atraso cresceu de 12% para 16%. É o que revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Fecomércio-SC. O percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas também cresceu, passando de 2% para 3% em dezembro.
As famílias que recebem até 10 salários mínimos elevaram o endividamento de 49% para 65%, enquanto as famílias endividadas com renda superior a 10 salários mínimos passaram de 46% em novembro para 59%. O percentual de endividamento total (64%) é o maior registrado desde julho e o comprometimento com as dívidas é de 5,7 meses. O principal meio de endividamento é o cartão de crédito (68,8%) tanto para as famílias até 10 salários (67,3%) como para as com renda maior a 10 salários (80,6%).
Para o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, a sazonalidade do mês, cuja renda do consumidor é maior pela entrada do 13º salário, permitiu percepções ainda mais otimistas. O chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, também reforça o componente sazonal na determinação da confiança das famílias em relação ao consumo e das reduções (*) nos níveis de endividamento e inadimplência. “Além deste fator, a atual dinâmica do mercado de trabalho, com aumento expressivo do emprego e, sobretudo, da renda, favorece a melhoria dos indicadores em ambas as pesquisas”, afirma.
(*) Contrariando o resultado da PEIC em Santa Catarina, o levantamento nacional da CNC revela queda na parcela total de famílias endividadas e inadimplentes (famílias que não terão condições de arcar com seus débitos).

Contas em atraso
As famílias com renda superior a 10 salários têm mais contas em atraso. O percentual de 11% saltou para 21% no mês de dezembro, enquanto as famílias endividadas que recebem até 10 salários passaram de 13% para 15%. As dívidas em atraso somam 57,2 dias.
Entre as famílias com contas em atraso, 53,7% pretendem pagar uma parte, 24,4% afirmam que terão condições de quitar as dívidas e 20,7% dizem que não terão condições de pagar.

Consumo de duráveis
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aponta para o momento favorável de compra dos bens duráveis. De acordo com a avaliação da CNC/Fecomércio, o índice passou de -18,5% para 36,7% em dezembro. Outro índice com significativa evolução é o nível de consumo atual, que passou de -7,8% em novembro para 25,7% neste mês.
A satisfação dos consumidores com suas expectativas obtiveram alta também em suas percepções. A perspectiva profissional registrou alta de 127,8 pontos em novembro para 135,6 pontos em dezembro. Para o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, o resultado reflete o quadro de otimismo no qual se deparou o consumidor no ano de 2010. “Melhores condições para concessão de crédito e variáveis como emprego e renda, que influenciam diretamente a confiança do consumidor, apresentaram crescimento e impulsionam os gastos e a produção”, afirma.

Mais informações com Manoela de Borba, assessora de imprensa da Fecomércio, pelos telefones (48) 32510583 | 84319103 | 99812909.

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Última atualização: 21 de dezembro de 2010