Oportunidade de negócio Brasil-China é tema de palestra na Fecomércio
A Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio) promove nas cidades de Blumenau, Joinville e Jaraguá do Sul a palestra Oportunidade de Negócio Brasil-China, com o consultor Vladimir Milton Pomar. Além de discutir as perspectivas econômicas de Santa Catarina com o mercado chinês e a balança comercial entre os dois países, Pomar também debaterá a temática da desindustrialização e os incentivos fiscais.
As palestras integram o painel FECOMÉRCIO DEBATE e serão realizadas em Blumenau, no dia 2 de junho, às 10 horas, na Casa do Comércio (Alameda Rio Branco, 165, 2° andar). Em Joinville, também no dia 2 de junho, às 19 horas, no Mercure Prinz (rua Otto Boehm, 525, Centro). E na sexta-feira, dia 3 de junho, em Jaraguá do Sul, no CEJAS (rua Octaviano Lombardi, 100, ao lado da SCAR), às 19 horas.
As incrições podem ser feitas gratuitamente pelo telefone 48 – 3229 1016 ou eventos@fecomercio-sc.com.br. As vagas são limitadas.
RELAÇÃO DO COMÉRCIO BRASIL-CHINA
A China saltou de um PIB de US$ 178 milhões em 1978, para um PIB de US$ 6 trilhões em 2010, crescimento de mais de 3370% e de uma participação no PIB mundial de 7% em 2000 saltou para 8,4% em 2010, com estimativa de 16% em 2015.
Devido a esse grande crescimento, o país aumentou em mais de 100 vezes a participação no comércio exterior mundial de 1978 até 2008. O Brasil nesse processo ainda não tem papel de destaque, sendo apenas o 9º colocado entre os maiores exportadores para a China e não figurando nem entre os 10 maiores importadores. Apesar disso, ao longo dos anos de expansão chinesa, a balança comercial entre os dois países sofreu grandes mudanças, pulando de um total de US$ 2 bilhões em 2000 para US$ 56 bilhões em 2010.
A maior variação na importação brasileira se dá nos bens de capital, ou seja, a indústria brasileira tem se beneficiado da expansão das relações entre Brasil e China. Além disso, outro fator que tem chamado a atenção nos últimos anos é o número de empresas de capital brasileiro montando fábricas na China, devido ao excelente ambiente de negócios do País. Enquanto no Brasil a carga tributária chega a quase 40% do PIB, lá ela é de 17,5%. Estas empresas na grande maioria das vezes passam a exportar sua produção para o Brasil, o que engorda os índices de importação.
Com este cenário, Santa Catarina tem na China o seu principal importador; em 2010, 25,2% do que o estado importou foi daquele país. Para o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, o que falta para melhorar a balança comercial entre os dois países são “soluções mais efetivas, como a redução dos juros e impostos e diminuição dos gastos públicos, garantindo mais competitividade a todas as atividades econômicas”, explica.


