AUTOMÓVEIS PUXAM ENDIVIDAMENTO EM SANTA CATARINA
O percentual de famílias endividadas em Santa Catarina no mês de julho teve alta de 2% em relação a junho. De acordo com levantamento da Federação do Comércio de bens, serviços e turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC) este endividamento cresceu ancorado na expansão do financiamento de carros e casas. Foram entrevistados ao todo 500 consumidores em potencial com idade superior a 18 anos.
Segundo a pesquisa, 93% das famílias catarinenses apresentam alguma forma de dívida. Na comparação com o mesmo período de 2010, o percentual de famílias endividadas teve um grande crescimento passando de 62% para 93%. A principal forma de endividamento continua sendo o cartão de crédito, responsável por 45,3% das dívidas. Entretanto, registrou-se um aumento considerável dos financiamentos de carros, que assumiram a segunda posição da lista do tipo de dívidas.
Na avaliação da Fecomércio, esse crescimento do endividamento anual pode ser explicado pelo ritmo crescente na aquisição de bens duráveis pelos consumidores, como por exemplo, carros, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Estes bens, por serem mais caros, demandam parcelamento o que compromete a renda familiar por um período mais longo. No entanto, o percentual de famílias que não terão condições de pagar permanece o mesmo de 2010 crescendo apenas 1% em relação a junho deste ano.
Na verificação por faixas de renda, as famílias que ganham acima de 10 salários mínimos mostram-se mais endividadas (98%) que as famílias que ganham menos que isso (91%).
Com relação ao percentual de famílias com contas em atraso, permanece o mesmo patamar de junho com 25%. Porém, em comparação com julho de 2010, houve aumento na inadimplência de 18% para os atuais 25%. No entanto, a maioria das famílias (34,9%) afirma que terá condições de pagar parte de suas dívidas atrasadas, e 32,6% que conseguirão pagar na totalidade. Apenas 31,8% afirmaram que não conseguirão pagar parte alguma das dívidas em atraso. Esse resultado é pior que o de junho, onde o total de famílias que pagariam a totalidade das dívidas atrasadas era de 35,5% e um número menor (26,6%) não teria condições de pagar as dívidas. De acordo com a Fecomércio, isso demonstra uma pequena piora mensal na situação das famílias que já estão inadimplentes.


