Com enchente, perdas em Rio do Sul são de 40,6% em estoque e 54,7% em infraestrutura

Pesquisa da Fecomércio-SC revelou o impacto econômico da enchente no comércio do Vale do Itajaí (Blumenau, Itajaí e Rio do Sul), a região mais afetada pelas chuvas. Das três cidades pesquisadas, Rio do Sul foi a que registrou maiores prejuízos.

De acordo com os dados levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina, os empresários riosulenses foram literalmente pegos de surpresa, em um momento em que a maioria aplicava recursos em seu negócio. Ao todo, os entrevistados tinham investimento médio de R$ 796.070,00 em estoque e R$ 84.718,75 em infraestrutura.

A pesquisa também revelou as pendências geradas pelos alagamentos. Encargos estes, que o setor empresarial de Rio do Sul ainda vai ter que enfrentar. Quanto ao estoque, exatos 50% declararam tê-los comprado à vista. Outros 65,40% optaram pelo crédito. Para estes, as parcelas ainda seriam pagas, em média, pelos próximos 6 meses. Em relação à infraestrutura a situação tem um agravante. Por serem itens de valor mais alto, requerendo assim investimentos maiores, a média de meses alcançada para a quitação total desses valores também foi pior, de 17 meses.

Com as enchentes, não foi somente a perda do capital investido o que incomodou os empresários. Para conseguirem contabilizar as perdas, limpar os ambientes, organizar os produtos e se estruturar novamente, os donos dos estabelecimentos fecharam suas portas em média por 10,2 dias.

A Fecomércio-SC também apurou outra triste realidade que afeta diretamente a recuperação de quem acaba de ser atingido por uma enchente. Mais da metade (57,70%) já haviam sofrido com alagamentos.

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Última atualização: 26 de setembro de 2011