Redes sociais ainda têm pouca influência no comércio eletrônico catarinense

Além avaliar o perfil do consumo virtual, a Pesquisa Fecomércio “Comércio eletrônico: Hábitos e consumo em Santa Catarina” também analisou a influência das redes sociais nas compras online. O estudo, divulgado nesta segunda-feira (28/11), em Joinville, durante mais uma edição do Painel Fecomércio Debate, teve como tema “A evolução do e-commerce e as projeções para o mercado catarinense”.
O levantamento revelou que, dos 2.949 entrevistados nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages, 82% acessam redes sociais, porém apenas 20% admitiram ser influenciados por ações de marketing no meio e 0,2% utilizaram as redes para comprar online. Entre as redes mais utilizadas estão MSN (77,07%), Facebook (70,50%) e Orkut (65,98%).

Embora ainda modesto, o consumo influenciado pelas redes sociais já contribuiu para a venda de produtos como, por exemplo, calçados (27,97%), eletrônicos (17,7%), entretenimento e viagens (14,5%).
A abrangência dos recentes sites de compras coletivas também foi avaliada na pesquisa da Fecomércio que revelou que apesar de 70% dos entrevistados conhecerem a modalidade, apenas 27% declararam já ter feito compras nestes portais. Entre os principais itens comprados em compras coletivas, estão mercadorias em geral (47%), restaurantes (44%) e bares e baladas (34,6%).

A satisfação dos consumidores foi outro item medido no levantamento. Foram considerados os seguintes pontos: descrição do produto, qualidade, preço, condições de pagamento, política de troca, restituição de valores, SAC, serviço de entrega, acondicionamento e frete. No geral, todos os itens receberam avaliação boa da maioria dos consumidores entrevistados.
Outro problema comum no comércio virtual, as desconfianças das possíveis fraudes na rede também foram analisadas no estudo. A maioria dos entrevistados (78%) nunca teve problemas e dos 22% que afirmaram o contrário, o problema mais recorrente foi a demora na entrega do produto com 54,8% das respostas.

Dos 41% dos entrevistados que ainda não se aventuraram a comprar pela internet, 54,7% apontaram o medo de fraudes e golpes como o principal motivo para evitar a modalidade. Entre as fraudes já sofridas pelos entrevistados, clonagem de página pessoal (36,8%) e não entrega do produto (35,5%) foram as mais citadas.
No evento, Pedro Guasti que é especialista e diretor geral da E-bit, empresa com informações do comércio eletrônico, fez palestra sobre “E-commerce: tendências e expectativas” debatendo o tema na sequência com o empresário e presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, e com o também empresário e vice-presidente da Fecomércio no Planalto Serrano, Roque Pelizzaro Junior.

Foto: Max Schwoelk

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Última atualização: 28 de novembro de 2011