Empresário do comércio está mais confiante em Santa Catarina
A confiança do empresário catarinense está em alta. Foi o que constataram Confederação Nacional do Comércio – CNC, e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina – Fecomércio, ao medir o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) no estado para o mês de dezembro. Após as quedas registradas nos últimos dois meses, o índice alcançou 132,8 pontos em dezembro. Alta de 2,7% em relação a novembro. O patamar é favorável já que supera os 100 pontos.
A análise mensal também mede sob o ponto de vista do empresário, índices referentes às condições atuais, expectativas e investimentos. Em dezembro houve aumento em quase todos eles. Dos 13 itens pesquisados, apenas quatro apresentaram queda.
Na avaliação da Fecomércio, estão por trás do crescimento do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) no estado, as vendas de Natal e o faturamento das empresas com o final de ano. O otimismo do empresariado catarinense reflete a percepção de que mesmo com a desaceleração das vendas no último final de ano, houve incremento no faturamento. Uma evidência que a perda de fôlego da atividade econômica do estado e do país diminuiu o ritmo do crescimento, mas o manteve. Outro fator é a revisão das medidas macroprudenciais feita pelo governo no fim de novembro, a fim de facilitar novamente a concessão de crédito ao consumidor.
Condições atuais
O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) demonstra que a confiança dos comerciantes de Santa Catarina em relação às suas condições atuais cresceu 7,1% na comparação mensal. O índice alcançou o patamar de 118,1 pontos contra os 110,3 registrados em novembro.
No entanto, há divergências no ICAEC, de acordo com o porte e a área de atuação das empresas. Enquanto as que têm menos de 50 funcionários apresentaram crescimento de 7,4%, as empresas com mais de 50 funcionários tiveram queda de 7,7%. Os setores de bens duráveis e semiduráveis apresentaram crescimento mensal de 12,6% e 6,7%, enquanto as empresas que comercializam bens não duráveis tiveram queda de 2,4% no índice.
Todos os componentes do ICAEC também cresceram na comparação mensal. Alta de 8,1% para as “Condições Atuais da Economia”, de 5,8% para as “Condições Atuais do Comércio”, e de 7,2% para as “Condições Atuais das Empresas do Comércio”. Desta maneira os indicadores ficaram, respectivamente, em 111,3; 113,8 e 129,1 pontos.
Expectativas
O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) aponta que a expectativa dos comerciantes catarinenses continuou elevada em dezembro, chegando aos 162,9 pontos. Crescimento mensal de 2,1%.
Aqui também o índice variou de acordo com porte e setor de atuação. Crescimento de 2,3% nas empresas de menor porte e queda de 8,3% nas empresas com maior tamanho. Ainda assim, ambas apresentaram um IEEC elevado, de 163,1 e 153,7 pontos. Quanto aos setores, o único com queda mensal nas expectativas foi o de bens semiduráveis (-1,5%), o de bens duráveis cresceu 1,5% e o de não duráveis 6,8%.
Dentro dos componentes do IEEC, o único indicador que apresentou queda mensal foi o de “Expectativa das Empresas do Comércio” (-2,6%). Apesar da queda, o indicador continua sendo o mais elevado dentro do quesito ‘expectativas’, com 165,6 pontos.
Completam o quadro do IEEC, os indicadores “Expectativa da Economia Brasileira” e “Expectativa do Comércio”. O primeiro cresceu 7,2%, chegando aos 159 pontos, e o segundo subiu 2,4%, se instalando na casa dos 164,2 pontos.
Investimento
O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) foi o único a apresentar queda mensal (-0,5%) em dezembro, registrando 117,3 pontos. O índice ainda é considerado positivo e a situação está dentro da normalidade, tendo em vista que os meses anteriores são tradicionalmente os de maior investimento do comércio.
Dentre os componentes do IIEC, dois apresentaram queda. O “Indicador de Contratação de Funcionários” caiu 1% e o “Nível de Investimento das Empresas” registrou retração de 3,2%. Ainda assim, eles ficaram em bons patamares: 134,8 e 116,4 pontos.
Já a “Situação Atual dos Estoques” mostrou crescimento de 3,6%. O índice ficou em 100,7 pontos, pouquíssimo acima da fronteira entre satisfação e insatisfação (100 pontos). Enquanto 67,5% dos empresários consideraram seus estoques adequados, 15,6% disseram que os mesmos estão acima do adequado e 16,3% afirmaram estarem abaixo do ideal.


