PIB brasileiro cresceu 2,7% em 2011
Foram divulgados nesta semana os dados do Produto Interno Bruto brasileiro de 2011. De acordo com o IBGE, houve crescimento de 2,7% em relação ao ano de 2010. O resultado é menor do que a alta registrada em 2010 em relação a 2009, que havia sido de expressivos 7,5%. No total, a produção brasileira criou R$ 4,143 trilhões durante o ano, e o PIB per capita fechou 2011 em R$ 21.252.
Na divisão por setores produtivos, a agropecuária cresceu 3,9%, a indústria 1,6% e os serviços 2,7%. Já pela ótica da demanda, o crescimento foi de 4,1% do consumo das famílias, 1,9% do consumo do governo e 4,7% da formação bruta de capital fixa, variável que mede o investimento na economia brasileira.
Desta maneira, a taxa de investimento da economia brasileira em 2011 ficou em 19,3% do PIB, valor um pouco abaixo do que a taxa de investimento do ano anterior, que havia sido de 19,5%. Apesar da queda do investimento, a taxa de poupança continuou inferior a de investimento, representando apenas 17,2% do PIB.
Para a Fecomércio, a desaceleração do PIB foi evidente em 2011, principalmente no segundo semestre do ano. Ainda assim, também é visível o crescimento brasileiro, que continua superior ao de grande parte dos países ricos como Estados Unidos, Japão, França e Reino Unido. Fator importante, uma vez que o Brasil se deparou com um cenário externo bastante complicado e incerto em 2011.
Por outro lado, o Brasil enfrenta sérios problemas de competitividade internacional. A alta carga tributária, a infraestrutura deficiente, os elevados custos trabalhistas e também a baixa taxa de investimento, que caiu se comparada a 2010, são alguns dos diversos fatores que têm tido influência negativa na produtividade nacional. A solução desses itens é fundamental para que o país volte a crescer com mais força futuramente.


