Comércio de SC teve alta de 7,74% neste Dia dos Namorados

Passada a terceira data de maior movimentação para o comércio – o Dia dos Namorados, perdendo apenas para o Natal e para o Dia das Mães, a Fecomércio esteve nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages para levantar os dados da Pesquisa Fecomércio de Resultado das Vendas de Dia dos Namorados em Santa Catarina. A amostra foi coletada nos dias 12 e 13 de junho, com empresários de 631 estabelecimentos comerciais variados do estado.

Neste ‘12 de junho’ os casais trocaram presentes de, em média, R$ 166,01 em Santa Catarina. Em praticamente todas as cidades pesquisadas o valor dos presentes seguiu a mesma tendência e foi maior do que o apontado na intenção de compras pelos consumidores. Em Criciúma as compras foram de R$ 113,60. Em Blumenau de R$ 151,39. Em Chapecó o investimento foi de R$ 178,72. Em Joinville foram, em média, R$ 172,39 em presentes. Na capital o valor médio ficou em R$ 188,85. E para os lageanos o número chegou aos R$ 190,73.

Na avaliação da Fecomércio, o crescimento da renda, o controle da inflação e o novo relaxamento da concessão de crédito (com melhores taxas de juros e melhores prazos de pagamento) neste início de ano explicam o crescimento das vendas do Dia dos Namorados em relação ao ano passado em Santa Catarina.

O gasto médio por setor foi variável e de acordo com os produtos oferecidos nos estabelecimentos comerciais. As lojas de departamento, com opções de bens semiduráveis, como televisões e tablets, por exemplo, tiveram o maior ticket médio registrado: de R$ 431,14. As joalherias observaram compras de, em média, R$ 217,50. Calçados e vestuário aparecem com os valores aproximados de R$ 194,99 e R$ 179,77. Hotéis e motéis tiveram movimento na casa dos R$ 129,68 por atendimento. Nas perfumarias a média de gastos em presentes foi de R$ 94,63. Floriculturas e restaurantes também foram procurados. Para eles os consumidores buscaram compras médias de R$ 85,46 e R$ 60,80; respectivamente. Ainda as livrarias R$ 47,57.

A opção de pagamento predominante no estado foi o parcelamento no cartão de crédito (34,39%). Na sequência aparecem: o pagamento à vista em dinheiro (24,72%), à vista no cartão de crédito (24,56%), parcelamento no crediário (8,40%) e à vista no cartão de débito (6,97%).

A Pesquisa Fecomércio também comprovou que a data foi positiva para o comércio catarinense, que registrou alta em seu faturamento tanto na comparação com o período com os meses normais (11,22%), quanto na comparação com o mesmo período do ano passado (7,74%).

Em todas as cidades pesquisadas houve incremento no faturamento das empresas. Em relação ao Dia dos Namorados do ano passado a variação foi positiva em Lages (14,78%); Joinville (9,44%); Criciúma (9,26%); Chapecó (8,41%); Blumenau (6,38%) e Florianópolis (1,08%).

Os setores que mais registraram alta no faturamento em relação a 2011 foram as floriculturas (27,48%); os restaurantes (14,95%); os hotéis e motéis (14,59%); as lojas de departamentos (8,18%) e as lojas de vestuário (7,56%).

Para a Fecomércio, estes dados comprovam a relevância sazonal do Dia dos Namorados para o comércio em Santa Catarina e apontam a recuperação das vendas no estado que estavam em abaixo da expectativa nos primeiros meses deste ano.

Ainda que bastante satisfatório para o varejo catarinense, o movimento do período não influenciou na contratação de novos funcionários. A grande maioria dos empresários (92%) optou pelo atendimento com o quadro normal de colaboradores. Destaque para Criciúma, onde 24% dos empresários fizeram novas contratações. Do índice estadual de 8% das lojas que contrataram mão-de-obra temporária específica para a data, o número médio de trabalhadores contratados foi de 2,8.

Para a Fecomércio, o fraco desempenho das contratações temporárias está ligado ao atual cenário de carência de mão-de-obra no Brasil. A taxa de desemprego mais recente (de abril) medida pelo IBGE, mostra que apenas 6% dos brasileiros estão desocupados. O menor patamar da história registrado nos meses de abril. O que explica a dificuldade em encontrar trabalhadores aptos para as funções exigidas.

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Última atualização: 18 de junho de 2012