Mesmo com oferta de emprego desacelerando, taxa de desocupação continua diminuindo

No último mês de maio, foram criados 139.679 novos empregos formais em maio no Brasil, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED) disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). O resultado é inferior ao de maio de 2011, quando foram geradas 252.067 novas vagas, ou seja, houve uma queda de 44,5% no saldo de novas vagas na comparação anual.

Apesar de fraco, este resultado contribuiu para que a taxa de desemprego caísse no mês maio, chegado a 5,8%, segundo a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) realizada pelo IBGE. A taxa foi inferior a abril (6%) e também a maio de 2011 (6,4%), sendo a menor taxa de desemprego para o mês de maio desde que a pesquisa começou a ser realizada.

Na análise da Fecomércio, mesmo que a oferta de trabalho tenha desacelerado nos últimos meses, ela continua crescendo, principalmente no setor de serviços, o que faz com que a taxa de desocupação caia. Por sua vez, esse constante crescimento do emprego vem garantindo a força do mercado interno brasileiro, que vem sustentando uma situação favorável do país, mesmo em meio a uma conjuntura internacional complicada.

Apesar disso, a Fecomércio acredita que esta constante queda da taxa de desemprego faz com que a carência de mão de obra torne-se cada vez mais problemática, reduzindo as perspectivas de crescimento da atividade econômica brasileira, o que pôde ser visto no fraco resultado do PIB deste início de ano.

CAGED

Em Santa Catarina, o CAGED revelou que foram criados em maio 1.507 novos empregos formais, resultado inferior (65,5%) ao de maio de 2011, quando foram criadas 4.498 novas vagas. Os principais setores responsáveis por essas novas vagas no Estado foram a indústria de transformação (2.108), os serviços (872) e a construção civil (416). O setor agropecuário cortou 2.082 vagas – por causa da sazonalidade da safra agrícola – e o comércio cortou 31.

PME

Quanto às remunerações, a PME indica o rendimento médio real habitualmente recebido ficou em R$ 1.725,60, praticamente estável em relação a abril e 4,9% maior do que o de maio do ano anterior. Este crescimento anual das remunerações fez com que a massa de rendimentos dos trabalhadores ocupados da economia brasileira chegasse a R$ 40 bilhões, crescimento de 1,2% em relação a abril e de 7,5% frente a maio de 2011.

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Última atualização: 22 de junho de 2012