População aponta segurança como item mais crítico em Florianópolis

A capital catarinense acaba de conhecer os resultados da Pesquisa Fecomércio SC de Percepção dos Serviços Públicos – Florianópolis nesta segunda-feira (17), em reunião de vice-presidência, no auditório da entidade. O levantamento é o terceiro de uma série de sete pesquisas da Fecomércio SC. Blumenau e Jaraguá do Sul tiveram seus dados divulgados na semana passada. Na sequência, devem entrar na agenda de divulgações também as cidades de Criciúma, Chapecó, Joinville e Lages. A apresentação dos dados em Florianópolis é acomapnhada pelo candidato à vice-prefeitura, Rodolpho Pinto da Luz (PMDB), pela coligação “Florianópolis ainda melhor”; pelo coordenador de campanha, João Ghizoni, representando a candidata Angela Albino (PCdoB), pela coligação “Avança Florianópolis”; e pelo advogado do candidato César Souza Jr (PSD), da coligação “Florianópolis mais humana”.

A cidade e seus serviços em números

Com notas de zero a cinco dadas para 10 diferentes serviços públicos da cidade, os moradores de Florianópolis avaliaram itens como saúde; educação; preservação ambiental; segurança; transporte; água e esgoto; limpeza; cultura e lazer; habitação; e estrutura urbana.

A nota geral atribuída aos serviços públicos de Florianópolis foi 2,3. O número está abaixo da média (2,5) e reflete a percepção individual por item, já que nenhum deles alcançou nota de destaque. Os quesitos melhor avaliados foram limpeza da cidade (2,98); habitação (2,6); preservação ambiental (2,54); e cultura e lazer (2,41). Abaixo da média aparecem a qualidade da educação (2,23), estrutura urbana (2,2), água e esgoto (2,17), saúde (2,07) e transporte (2,07). A segurança pública aparece na última colocação, com a pior nota da avaliação: 1,74.

Na avaliação da Fecomércio SC, a Pesquisa de Percepção dos Serviços Públicos – Florianópolis se insere como importante instrumento para a gestão pública local nos próximos anos. A avaliação dos moradores de Florianópolis em relação aos serviços públicos da cidade mostrou diversos pontos que dão um alerta aos governantes.

A nota geral de 2,3, considerada abaixo da média, revela que além das prioridades desejadas pela população (saúde, educação e segurança), também outros quesitos devem ser levados em consideração. O momento em que os dados são revelados também é propício, já que os debates eleitorais para as eleições municipais de outubro vêm mobilizando os cenários político e social das cidades.

Perfil dos moradores

Com o objetivo de medir a satisfação dos florianopolitanos com relação aos serviços públicos oferecidos na cidade, a Fecomércio SC ouviu 440 moradores aleatoriamente. Percebe-se que participaram da pesquisa homens (46,4%) e mulheres (53,6%) de maneira equilibrada. As idades variam, predominando os mais jovens. De 18 a 35 anos representam 55%. Entre 36 e 59 somam 37%. E mais de 60 anos alcançam 8%. Solteiros (42,5%) e casados (46,1%) respondem pela maior parte dos entrevistados. Divorciados (9,5%) e viúvos (1,8%) aparecem em menor percentual.

A renda familiar mais observada foi entre R$ 1.127 e R$ 4.854, ou classe média. Na sequência, aparecem a classe D (29,5%), a classe E (8,9%), a classe B (6,1%) e a classe A (4,5%). A escolaridade dos entrevistados mostra que a cidade possui apenas 28,9% de déficit de escolaridade, sendo que 37% têm ensino médio completo; 15,9% já iniciaram o ensino superior; outros 15,5% já o concluíram; e ainda 2,7% são pós-graduados.

O perfil dos entrevistados também indica que é grande o percentual daqueles que não têm filhos (39,3%). Seguido pelos que têm apenas um (22%). Enquanto outros 15,7% têm dois, 13% disseram ter três e 5,9% declaram ter quatro. Apenas 4,1% têm cinco ou mais filhos.

Quanto à localização dos entrevistados por região, nota-se um equilíbrio entre os moradores do norte (28,4%), do continente (27,5%), e do Centro (21,6%). Também é expressivo o percentual de moradores do sul da ilha (19,1%). E em menor número (3,4%) aparecem os da região leste.

Questionados sobre as eleições de outubro, 77,3% dos entrevistados disseram votar em Florianópolis nestas eleições municipais. Pelo menos 13% devem votar em outras cidades e apenas 9,8% vão se abster da escolha e justificar seu voto.

Jovens são os mais descontentes com a qualidade dos serviços públicos

Na análise por gênero, houve equilíbrio entre as notas dadas pelos homens e mulheres. Para eles, a nota geral foi 2,25. Enquanto para elas, o número encontrado foi 2,34. O item mais crítico apontado por ambos é o mesmo. A segurança aparece com nota 1,81 entre os homens e 1,67 entre as mulheres. Já a segunda nota mais crítica difere. Na opinião masculina, o segundo quesito pior avaliado é água e esgoto, com 1,96. Enquanto na opinião do público feminino, é o transporte o segundo pior item (2,04). A limpeza da cidade foi a melhor avaliação feita por ambos os gêneros, que deram notas iguais (2,98).

Quando observados por faixa etária, os resultados da Pesquisa Fecomércio SC mostram que, exceto para os moradores com idades entre 36 e 45 anos, que deram nota 2,54 aos serviços públicos da capital, todos os demais avaliaram a cidade abaixo da nota média. Os jovens de 16 e 25 anos são os mais descontentes. Na avaliação deles a nota geral foi 2,18 e o motivo maior para o descontentamento é o transporte (1,82). Os moradores de 46 a 60 anos atribuíram nota geral 2,25 e avaliaram a segurança como o item mais crítico dentre as opções (1,36). Para os adultos acima de 60 anos a nota geral foi 2,32 e a pior avaliação é a saúde pública (1,51). Ainda os moradores entre 26 e 35 anos classificaram a capital com nota 2,3. E a segurança também foi o ponto mais crítico (1,61).

O grau de escolaridade dos entrevistados teve influência maior sobre os resultados. Entre a primeira e a última qualificação houve diferença de 1,08 pontos. A nota geral dada para os dez serviços públicos por aqueles que não possuem escolaridade foi 1,52. Enquanto os entrevistados com pós-graduação a avaliação dos serviços teve nota geral um pouco melhor: 2,6. Ainda no grupo ‘sem escolaridade’ chamam à atenção as notas “zero” para saúde e educação e a nota 0,17 para a segurança.

O cruzamento dos dados segundo renda familiar também revelou resultados relevantes, já que as classes de renda mais baixa são aquelas que mais acessam os serviços públicos. A nota geral mais baixa (2,02) foi dada pelos integrantes da classe D, com renda entre R$ 706,00 e R$ 1.126,00. Enquanto os pertencentes às classes C e E, com salários entre R$ 1.127,00 e R$ 4.854,00 e R$ 0 e R$ 705,00 deram a mesma nota geral: 2,38. As únicas notas pouco mais acima da média foram dadas pelos moradores da classe A, com renda superior a R$ 6.300,00 e por aqueles que fazem parte da classe B, com rendimentos que vão de R$ 4.855,00 a R$ 6.329,00. Eles atribuíram notas 2,7 e 2,61, respectivamente.

Notas por região

Outro aspecto importante na pesquisa Fecomércio SC é o cruzamento dos dados apurados por região de moradia dos entrevistados. Nesta parte, todas as regiões deixam a desejar, com notas abaixo da média. A região Leste foi a que observou as piores condições gerais dos serviços públicos, com nota geral 2,13. Para eles, água e esgoto (1,13) e transporte (1,53) foram os piores itens.

A região Central foi a que teve nota geral um pouco melhor, ainda que abaixo da média (2,4). Segurança (1,84) e transporte (2,09) foram os itens mais criticados. No Norte, região que deu nota geral 2,2 para os serviços oferecidos na capital, são os itens segurança (1,73) e cultura e lazer (1,9) os que mais preocupam. Os moradores do sul da ilha atribuíram nota geral 2,27 e consideraram os piores quesitos a saúde (1,67) e a segurança (1,7). No continente, que elegeu a segurança (1,64) e a saúde (2,01) os piores itens da avaliação, a nota geral para os serviços da cidade foi 2,37.

Eleitorado

Detalhando as notas de acordo com a situação do eleitor que mora em Florianópolis, a Pesquisa Fecomércio SC mostra que a avaliação mais alta, apesar de pouco acima da média (2,67) é feita por aqueles que têm a intenção de justificar o voto nas eleições municipais de outubro. Dentre aqueles que devem votar em outra cidade, a nota geral é 2,42. Enquanto para os eleitores que votam em Florianópolis, a avaliação é a mais baixa das três: nota 2,23.

Prioridades

A Pesquisa Fecomércio também perguntou aos habitantes de Florianópolis quais seriam os dois serviços prioritários, dentre as dez opções avaliadas por eles anteriormente. Por ordem de importância, a resposta mais citada pelos habitantes foi saúde e educação. Em outro momento, em relação ao segundo ponto de prioridade da cidade, a educação assume a preferência, seguida pela segurança.

Agenda

Joinville: 21/09 às 11h. No Sindivarejista (Rua Princesa Izabel, 447, Centro).
Chapecó: 24/09 às 19h. No Sicom (Av. Getúlio Vargas, 1748-N, Cesec).
Criciúma: 25/09 às 19h. No Sindilojas (Travessa Padre Pedro Baldoncini, 47).
Lages: em definição.

Foto: Imagem da Internet.

Categorias: Notícias
Última atualização: 17 de setembro de 2012