Endividamento em Santa Catarina sobe 4,5% e dinamiza economia
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (PEIC) de Santa Catarina, realizada pela Fecomércio SC, mostrou que o nível de endividamento das famílias no estado de Santa Catarina passou de 83,1% em setembro deste ano para 87,6% em outubro, um aumento de 4,5 pontos percentuais. Na comparação anual, o movimento foi o inverso, mas em grau quantitativo, muito aproximado. Em outubro do ano passado, o total de famílias endividadas representava 92%, no ano corrente representa 87,6%: queda de 4,4 pontos percentuais.
Na variação mensal também houve aumento da quantidade de famílias inadimplentes: em outubro, 24,4% apresentam dívidas em atraso ante 22,1% registrados no mês anterior. Na ótica das faixas de renda, 6,4% das famílias que ganham mais de 10 salários mínimos estão inadimplentes contra 34,1% das que ganham menos de R$ 6.220.
Segundo o levantamento, das famílias que apresentam conta em atraso, 60,6% terão condições de pagar em parte ou totalmente suas dívidas. O tempo médio de contas em atraso no mês de setembro é de 58 dias.
Segundo análise da Fecomércio SC, a causa desse cenário é o comportamento favorável das variáveis econômicas determinantes para o crescimento econômico: emprego, renda e crédito. Entretanto, o movimento mensal – que poderia suscitar a ideia de uma escalada descontrolada do endividamento – deve ser ponderado pelo forte movimento de redução da vulnerabilidade financeira das famílias, em que o endividamento está diminuindo no quadro de comparação anual.
Síntese de Resultados
| Sítuação da família |
Meses |
||
| out/11 |
set/12 | out/12 | |
| Total de endividadas | 92% | 83,1% | 87,6% |
| Dívidas ou contas em atraso | 22% | 22,1% | 24,4% |
| Não terão condições de pagar | 10% | 8,1% | 9,6% |
Deste modo, o aumento do endividamento das famílias catarinenses pode ser considerado saudável, dado que atua como um dinamizador da economia local através do consumo e cresce de forma moderada, acompanhado pelo aumento do emprego e da renda.
Nível de endividamento
| Categoria |
out/11 |
set/12 |
out/12 |
| Muito endividado | 49,2% | 17,5% | 16,7% |
| Mais ou menos endividado | 35,3% | 33,7% | 32,9% |
| Pouco endividado | 7,1% | 31,9% | 37,9% |
| Não tem dívidas desse tipo | 8,4% | 16,9% | 12,4% |
| Não sabe | 0,0% | 0,0% | 0,0% |
| Não respondeu | 0,0% | 0,0% | 0,0% |
Cartão de crédito é a principal forma de endividamento
O comprometimento da renda com dívidas no cartão de crédito continua liderando entre todas as outras formas de endividamento. Neste mês, o endividamento com cartão de crédito representou 53,8% ante à proporção de 50,2%, em setembro deste ano.
O segundo tipo de dívida mais recorrente foi o de financiamento do carro, que representou 16,2%, variando negativamente 5,3 pontos percentuais em relação a setembro. Em seguida, temos o financiamento da casa, que representou 7,7% do endividamento, 4,1 pontos percentuais a menos que no mês passado.
Tempo de comprometimento se manteve estável
Não houve variação significativa no tempo de comprometimento com dívidas. Na comparação com setembro deste ano, as dívidas de curto prazo (até três meses) caíram 0,01 ponto percentual. Já as de longo prazo (superior a um ano), no mesmo período de referência comparativa, subiram 5,2 pontos percentuais.
Grau de comprometimento de renda com dívidas cai
A quantidade de famílias com dívidas superiores a 50% da renda caiu de 19,6% em setembro para 14,4% em outubro. Já o número de famílias com grau de endividamento por renda inferior a 10% permaneceu quase estável, variando apenas 0,5 pontos percentuais. Na faixa intermediária, em que o grau de comprometimento da renda com dívidas varia entre 11% e 50%, houve um aumento de 7,3 pontos percentuais.
Veja aqui a pesquisa completa.
Foto: Alexandro Albornoz/Arquivo ND


