Apesar de alta nos transportes, inflação cumpre meta

Foram divulgados hoje pelo IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Dentro do teto estipulado pelo Banco Central para o regime de metas de inflação, que era de 6,5%, o IPCA variou 0,5% em dezembro e acabou fechando o ano com exatos 6,5%.

Ainda que dentro da meta, a inflação foi maior do que a verificada em 2010 (5,91%). Desde 2004, quando chegou aos 7,6%, a inflação só vinha registrando índices menores. Assim, estes 6,5% vistos em 2011, representam a maior inflação dos últimos sete anos.
Alta dos transportes foi destaque (6,05%). Alimentação e bebidas e artigos de residência tiveram taxas decrescentes de um ano para outro, passando de 10,39% para 7,18% e de 3,53% para 0,0%, respectivamente.

Apesar disso, o grupo ‘alimentação e bebidas’ foi o principal responsável pela inflação quase estourar o topo da meta do Banco Central. De acordo com o IBGE, essas despesas comprometem 23,46% do orçamento das famílias.

Já o INPC teve crescimento de 0,51% em dezembro. Registrando (6,08%) no acumulado do ano. Índice menor do que em 2010 (6,47%).

A Fecomércio lembra que a tendência é de que ao final de 2012 haja uma aproximação ao centro da meta (4,5%), fechando o ano em 5%. O índice deve ter queda (-0,3%) já em janeiro, em razão da mudança de metodologia de cálculo do IPCA. Outra avaliação é que a deflação global nos preços também deve ajudar no controle da inflação brasileira. Assim, são aguardados novos cortes na taxa básica de juros (Selic), para que a atividade econômica nacional possa encontrar condições de reativar seu ritmo de crescimento.

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Última atualização: 6 de janeiro de 2012