Aumento da taxa básica Selic era esperado e não interfere no preço de serviços e alimentos
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta feira, 18 de abril, por uma elevação da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 0,25 pontos percentuais, chegando em 7,5%. Foi a primeira alta desde julho de 2011. O Copom afirmou que o ajuste dos juros foi necessário para controlar o nível elevado da inflação e a dispersão de aumento de preços, mas ressalva que a política monetária será administrada com cautela, dadas as incertezas internas e, principalmente, externas que cercam o cenário prospectivo da inflação.
A decisão pelo aumento dos juros não foi unânime dentro da diretoria do Banco Central (BC), teve seis votos a favor, entre eles o do presidente do BC, Alexandre Tombini, e dois pela permanência da taxa como está, dos diretores da Política Monetária e de Assuntos Internacionais, respectivamente, Aldo Mendes e Luiz Awazu Pereira.
A Fecomércio-SC considera que não houve surpresa na decisão do Copom, que veio logo após a divulgação do IPCA de março, que mostrou o índice acima do teto da meta de inflação – enquanto que o IPCA ficou em 6,59% o teto é de 6,5%.
O crescimento dos juros, apesar de previsível, não pode ser comemorado pelo setor produtivo, já que onera o investimento e não ataca diretamente os principais componentes da inflação brasileira: alimentos e serviços. Além disso, a medida pode travar ainda mais o crescimento brasileiro, que carece justamente de investimentos que deem capacidade ao país crescer de maneira mais vigorosa.


