Black Friday 2026: catarinenses planejam gastar mais de R$ 1,5 mil, e uso do 13º salário mais que dobra
A Black Friday segue entre as principais datas para o comércio catarinense, com os consumidores prevendo desembolsar, em média, R$ 1.553 nas compras deste ano. Embora a estimativa seja 6,4% inferior à de 2025, quando atingiu R$ 1.659, o valor permanece expressivo e supera em 20,5% a média de R$ 1.289 registrada em 2023. Na comparação com 2021, quando a intenção de gasto era de R$ 664, o montante previsto para 2026 é mais que duas vezes maior.
A redução em relação ao ano passado está relacionada, principalmente, à queda da média registrada em Florianópolis, que havia apresentado um resultado excepcional em 2025. Ainda assim, os números indicam que os consumidores continuam dispostos a aproveitar as oportunidades oferecidas pela data promocional.
“É um valor bastante expressivo, que demonstra a força da intenção de consumo dos catarinenses e mostra como a Black Friday vem se consolidando como um dos períodos mais importantes para o comércio, não apenas em Santa Catarina, mas em todo o Brasil. A data representa uma oportunidade para os consumidores aproveitarem as ofertas e para os empresários ampliarem as vendas, desde que estejam preparados para atender às expectativas do público”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni.
A percepção sobre as finanças pessoais também contribui para esse cenário. A pesquisa mostra que 83,2% dos entrevistados avaliam que sua condição financeira está igual ou melhor do que no mesmo período de 2025. Para 43,8%, a situação não sofreu alterações, enquanto 39,4% afirmam estar financeiramente melhor. Por outro lado, a proporção dos que percebem uma piora passou de 13% para 16,1%, embora permaneça abaixo dos percentuais observados em 2021 e 2023.
Blumenau apresenta maior previsão de gastos
Blumenau lidera entre os sete municípios pesquisados quando o assunto é o valor que os consumidores pretendem gastar na Black Friday. A média prevista chegou a R$ 2.760, representando um aumento de 121,7% em relação aos R$ 1.245 registrados em 2025.
Joinville ocupa a segunda posição, com previsão média de R$ 1.930, apesar de uma retração de 8,1%. Em Itajaí, a estimativa subiu 19,7%, alcançando R$ 1.801. Já em Lages, o avanço foi de 79,2%, elevando o valor médio pretendido para R$ 957.
O movimento oposto ocorreu em Florianópolis, onde a intenção de gasto recuou 67,8%, passando de R$ 3.986 para R$ 1.284. Com isso, o resultado voltou a se aproximar do patamar registrado em 2023. Criciúma e Chapecó também apresentaram quedas, de 6,9% e 3,6%, respectivamente. Os gastos médios previstos nesses municípios são de R$ 923 e R$ 1.219.
Na análise da situação financeira, Joinville registra o resultado mais favorável: 94,6% dos participantes da pesquisa afirmam estar em condição igual ou melhor que a do ano anterior. Em Blumenau, essa percepção positiva alcança 92,7% dos entrevistados.
Artigos para casa, vestuário e eletrônicos estão entre os mais procurados
As intenções de compra para a Black Friday estão concentradas principalmente em produtos para a casa, roupas, calçados e eletrônicos. Móveis, eletrodomésticos e utilidades domésticas aparecem na liderança, reunindo 24,6% das menções. Logo depois estão vestuário e calçados, com 24,1%, e eletrônicos, com 18,2%.
Outras categorias também aparecem entre as preferências dos consumidores, como perfumaria e cosméticos, que somam 8,4%, brinquedos, com 7%, e artigos de cama, mesa e banho, mencionados por 4,6%.
Em relação ao valor que os consumidores pretendem desembolsar por categoria, passagens aéreas e turismo apresentam a maior média, de R$ 2.877. Os eletrônicos vêm na sequência, com R$ 2.321, seguidos pelos acessórios para carros e motos, cuja média é de R$ 2.305. Para móveis, eletrodomésticos e utilidades domésticas, o gasto estimado é de R$ 2.184. Já a previsão para vestuário e calçados é de R$ 1.051.
A renovação de itens destinados à casa e à família é o principal motivo para aproveitar as promoções, citado por 44,9% dos entrevistados. O índice supera os 41,2% registrados em 2025. Comprar produtos para uso próprio é a segunda motivação mais frequente, com 34,3% das respostas. A antecipação dos presentes de Natal corresponde a 13,5%, enquanto 6% pretendem adquirir presentes para outras pessoas.
PIX lidera os pagamentos, enquanto o 13º salário ganha importância
O PIX ampliou sua participação entre as formas de pagamento preferidas pelos consumidores e passou a ser a opção mais citada, com 33% das respostas. Em 2025, o percentual era de 25,5%. O pagamento parcelado no cartão de crédito aparece em seguida, com 21,3%, enquanto o cartão de débito reúne 20% das menções. Dinheiro e cartão de crédito à vista correspondem a 13,1% e 10,3%, respectivamente. O crediário perdeu espaço de forma significativa: sua participação caiu de 8,3% para 2%.
Quanto à origem dos recursos destinados às compras, a renda mensal continua sendo a principal fonte, indicada por 37,7% dos participantes. A utilização de crédito diminuiu de 35,3% para 26%, enquanto a intenção de recorrer ao décimo terceiro salário passou de 6,1% para 15,2%, mais que dobrando em um ano. Já o uso de dinheiro previamente reservado foi mencionado por 21,1% dos entrevistados.
Entre os consumidores que recebem o benefício, 37,7% planejam destinar parte do 13º salário às ofertas da Black Friday e às compras de Natal. Poupar ou investir o dinheiro é a intenção de 25,8%, enquanto 24,7% pretendem comprar presentes para o fim de ano. Outros 20,8% planejam utilizar o recurso para pagar dívidas.
A preferência pelas compras on-line também aumentou. O ambiente digital concentra 51,7% das intenções de compra, frente a 43,2% em 2025. Os sites de comércio eletrônico são citados por 23,8% dos consumidores, seguidos pelos aplicativos de lojas, com 20,7%, e pelas redes sociais, com 7,2%.
Mesmo com o crescimento do comércio eletrônico, as lojas de rua continuam sendo o principal canal individual de compras, com 36,9% das menções. Os estabelecimentos instalados em shopping centers representam 8,9%.

Consumidores priorizam descontos, comparação de preços e planejamento
O custo dos produtos e os descontos oferecidos são os aspectos que mais pesam na decisão de compra durante a Black Friday. Esses fatores foram apontados por 64,3% dos entrevistados, ante 52% no levantamento de 2025. A qualidade dos produtos aparece como o segundo critério mais relevante, com 24,6%.
A busca pelo menor preço faz parte do comportamento de uma parcela expressiva dos consumidores. Durante a campanha, 44,1% pretendem comparar valores para encontrar as melhores ofertas. Outros 40,4% afirmam que verificam antecipadamente se os descontos anunciados correspondem a promoções reais.
O planejamento também influencia as decisões de compra. Enquanto 43,7% querem aproveitar a data para adquirir produtos que já pretendiam comprar, 38,6% planejam acompanhar novas ofertas que despertem seu interesse. Além disso, 47,7% afirmam que costumam organizar as compras com antecedência. Apenas 9,2% dizem comprar por impulso na maioria das vezes.
Na escolha dos estabelecimentos, as redes sociais exercem a maior influência, com 34,6% das menções. As vitrines e a exposição dos produtos aparecem em segundo lugar, com 19,2%, seguidas pelos sites próprios e lojas virtuais, com 14,2%, e pela televisão, com 11,3%.
A opinião de outros consumidores também vem ganhando relevância na avaliação da reputação das lojas. Os depoimentos de clientes foram citados por 23,9% dos entrevistados em 2026, quase o dobro dos 13,1% registrados no ano anterior.
Metodologia
O levantamento da Fecomércio SC foi realizado entre 2 e 23 de outubro de 2026 e ouviu 2.100 pessoas nos municípios de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville e Lages. Foram entrevistadas aproximadamente 300 pessoas em cada cidade.
A pesquisa quantitativa ocorreu presencialmente, com homens e mulheres maiores de 18 anos residentes em áreas urbanas. O estudo apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,1 pontos percentuais para o resultado estadual.
Veja a pesquisa completa abaixo
Black Friday 2026 – Intenção de Compras


