Comércio pode crescer 7% em 2013

Depois de um primeiro semestre tímido e um início de recuperação a partir de julho, 2012 se despede deixando importantes indicativos de que o comércio catarinense terá um ano mais vigoroso. A expectativa da Fecomércio-SC é ratificada por duas variáveis determinantes ao crescimento da comercialização de produtos do terceiro setor. Uma delas é a manutenção da expansão do emprego e renda.

Tudo indica que em 2013 haverá novos grupos familiares que formarão a sociedade de consumo, impulsionando as vendas do comércio, que devem crescer em torno de 7%. Apesar de a economia brasileira e catarinense já não apresentarem o mesmo dinamismo vivido em 2011, os números indicam a curva do emprego em alta no novo ano, condição que, quando confirmada, também puxará o consumo das famílias. Para 2013, com a recuperação nos níveis de consumo das famílias, a economia brasileira deve crescer em torno de 4%.

Emprego e consumo

De acordo com o economista da Fecomércio-SC, Maurício Mulinari, a segunda aposta reside em melhores condições de financiamento das dívidas das famílias. O relevante processo de queda dos juros que se iniciou na metade de 2011 e se intensificou em 2012, deve dar uma nova folga para o endividamento das famílias, já que o peso destas taxas imobiliza uma considerável parcela do orçamento familiar.
Com menores juros, expande-se a capacidade de endividamento saudável dos consumidores, o que é essencial para a expansão das vendas. Assim, o ritmo de aquisição de crédito pelas famílias continuará em crescimento.

Lucratividade

Apesar do maior volume de vendas esperado para 2013, por outro, lado espera-se margem de lucro menor para o setor. A causa está nos elevados custos internos de produção, vêm trazendo sérias dificuldades para os diversos setores da economia doméstica. “Com este panorama, vender mais em 2013 pode não significar aumentar a capacidade de investimento das empresas do comércio, um dos problemas da economia brasileira. Por isto, é preciso reduzir custos em busca de uma maior competitividade”, defende o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt.

Porém, vender mais não basta. É preciso combinar também com aumento da competitividade em cada segmento. Os ganhos de competitividade, no entanto, não cabem apenas ao setor privado. O setor público exerce um papel muito relevante na equação. Neste sentido, é preciso de uma grande reforma tributária, que desonere as empresas e aumente sua capacidade de investimento e, ainda, de uma reforma na educação, que qualifique a mão-de-obra e aumente sua produtividade.
Alternativas

Neste pacote, não se podemos esquecer que é urgente uma ampla reforma da infraestrutura nacional, ampliando a capacidade de escoamento da produção, permitindo que os produtos cheguem com um custo menor na mão do consumidor. É a saída para que o investimento privado consiga ter plena condição de se adequar às transformações do mercado, como a explosão das compras virtuais dentro de plataformas de e-commerce. Assim, cria-se um ambiente de oportunidades para que nossos empresários possam manter suas atividades de maneira sustentável e, como disse antes, competitiva em uma arena cada vez mais global.

Por fim, vale ressaltar que os consumidores quitaram, em 2012, a maior parte de suas dívidas adquiridas em patamares de juros elevados e quando adquiriram novo endividamento o fizeram em um patamar de juros inferior, o que melhorou a sua saúde financeira. É assim que o brasileiro, e, claro, o catarinense entra em 2013: com crédito.

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Última atualização: 28 de dezembro de 2012