Cresce confiança do empresário em SC
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio de Santa Catarina subiu 2,2% em relação ao mês de fevereiro, alcançando o patamar de 125,4 pontos. Estão mais confiantes os grandes empresários. Nas empresas com mais de 50 funcionários, o índice chegou aos 135,2 pontos. Também os setores que comercializam bens duráveis tiveram alta na confiança, chegando aos 133,2 pontos.
Condições atuais
O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio, também aumentou. A variação mensal registrou 8,7%, alcançando o patamar dos 109,2 pontos. O ICAEC das empresas de maior porte foi o responsável pela alta. Para eles o índice atingiu os 125,8 pontos.
Os subíndices que compõem o ICAEC, também variaram positivamente. As ‘condições atuais da economia’ ficaram em 100 pontos, 7,5% a mais em relação a janeiro. As ‘condições atuais do comércio’ tiveram alta também de 7,5% (102,0 pontos), e as ‘condições atuais das empresas do comércio’ chegaram aos 125,7 pontos, subindo expressivos 10,7%.
Investimento
Com a alta na confiança, os empresários catarinenses estiveram propensos a fazer aquisições. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) cresceu 0,7%, atingindo os 109,8 pontos. As empresas com mais de 50 funcionários tiveram IIEC maior (113,1 pontos) do que as empresas de menor porte (109,8 pontos).
Dentre os subíndices do IIEC, a ‘contratação de funcionários’ cresceu 0,2% e ficou na casa dos 113,6 pontos. O ‘nível de investimento das empresas’ aumentou 2,9%, chegando aos 118,8 pontos. Já o subitem ‘situação atual dos estoques’ foi o único a demonstrar queda. De 1,2%, o que o fez chegar aos 97,0 pontos.
Expectativas
A principal explicação para a alta na confiança do empresário catarinense é a sua expectativa elevada. O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) apesar de ter caído 0,9% em fevereiro, alcançou um dos patamares mais elevados da medição: 157,1 pontos. A maior expectativa é no setor de bens duráveis (164,1 pontos). Depois aparecem bens semiduráveis (159,3 pontos) e não duráveis (145,8 pontos).
Os subíndices que compõem o IEEC também apresentaram queda mensal. A ‘expectativa da economia brasileira’ caiu 1,7% (147,9 pontos), a ‘expectativa do comércio’ se retraiu em 0,2% (157,5 pontos) e a ‘expectativa das empresas comerciais’ teve baixa de 0,8% (166,0 pontos).
Para a Fecomércio, a tímida atividade econômica deste início de ano fez com que alguns ‘indicadores atuais’ apontassem patamar positivo, porém não tão elevado. O ritmo lento também teve influência no indicador que mede a adequação dos estoques, que registraram nível negativo.
Apesar disso, a expectativa do empresário em relação ao segundo semestre do ano é alta e já começa a incidir sobre os índices de contratação de funcionários e de investimento das empresas.
A previsão da Fecomércio SC, de que o início do ano seria de fraca atividade econômica e de que teríamos a partir da metade do ano uma melhora no cenário, parece estar se concretizando. Desta forma, é condizente a expectativa por um ano positivo, com taxas de crescimento do comércio superiores ao da média da economia em geral.


