Economista da CNC fala sobre perspectivas para o varejo na Fecomércio
As perspectivas do varejo para o segundo semestre de 2012 foi pauta da 3ª reunião da Câmara Empresarial de Shopping Centers da Fecomércio nesta quinta-feira (28), com o economista Bruno Pereira Fernandes, da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Participaram da reunião, conduzida pelo presidente da Câmara, Ivo Primm, e pelo diretor executivo da Fecomércio, Marcos Arzua, empresários e representantes de shopping centers do estado.
Na introdução do tema, Fernandes fez um panorama do cenário econômico internacional, destacando a situação de crise da Europa, a lenta recuperação da economia dos Estados Unidos e a desaceleração do crescimento na China. Ele alertou que é um quadro de pouca demanda e muitos riscos para a economia, que afeta o Brasil diretamente nos investimentos e nas exportações.
Em seguida, o economista lançou mão de indicadores para ilustrar a conjuntura econômica no país neste primeiro semestre do ano. O Brasil passa por uma tímida recuperação econômica, já que as medidas adotadas (como o estímulo ao crédito) não deram os resultados esperados. Embora os resultados do comércio tenham sido positivos no primeiro trimestre, as vendas do varejo foram afetadas por um alto comprometimento da renda com dívidas, fazendo os índices de inadimplência do consumidor chegarem a patamares muito elevados.
Ao final, ele ressaltou que as expectativas para o segundo semestre são favoráveis ao varejo. Espera-se que os estímulos do Governo Federal tenham maiores efeitos: a queda dos juros resulte em menor endividamento e estabilização da inadimplência, e o aumento da renda leve os consumidores às compras. A previsão é de que o setor varejista apresente um crescimento real de 7%. A recomendação de Fernandes é que se tenha “otimismo, mas com cautela”.


