Em Lages, eleitor quer melhorias em saúde, segurança, cultura e lazer
A cidade de Lages conheceu os resultados da Pesquisa Fecomércio SC de Percepção dos Serviços Públicos nesta quarta-feira (03), em reunião de vice-presidentes da entidade para o Planalto Serrano, na sede do Sindicato do Comércio Varejista de Lages – Sincoval. O levantamento encerra uma série de sete pesquisas da Fecomércio SC, que envolveu também as cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Jaraguá do Sul e Joinville.
Notas gerais
Com notas de zero a cinco dadas para 10 diferentes serviços públicos da cidade, os moradores de Lages avaliaram os itens: saúde; educação; preservação ambiental; segurança; transporte; água e esgoto; limpeza; cultura e lazer; habitação; e estrutura urbana.
A nota geral atribuída aos serviços públicos lageanos foi 2,99. O número ficou ligeiramente acima da nota média (2,5), e revela os pontos fracos e fortes da administração pública em Lages. Na avaliação do cidadão, os itens melhor avaliados foram educação e transporte, ambos com nota 3,22; além de ‘limpeza da cidade’ (3,17), habitação (3,16). Na sequência aparecem água e esgoto (3,11) e estrutura urbana (3). E com notas menores, estão os investimentos em preservação ambiental (2,92), cultura e lazer (2,82), saúde (2,66) e segurança (2,65).
Na avaliação da Fecomércio SC, a Pesquisa de Percepção dos Serviços Públicos – Lages tem papel importante para a gestão pública local nos próximos anos, como fonte de informações. A avaliação dos moradores em relação aos serviços públicos da cidade é inédita e repercute os anseios da população. Às vésperas das eleições municipais, o momento se torna propício para a divulgação dos dados, que podem mobilizar os candidatos e se inserir na construção de debates eleitorais fiéis aos cenários político e social levantados pela Fecomércio SC na cidade.
Perfil dos entrevistados
Com o objetivo de medir a satisfação dos moradores de Lages com relação aos serviços públicos oferecidos na cidade, a Fecomércio SC ouviu 432 pessoas aleatoriamente. Percebe-se que participaram da pesquisa homens (44,9%) e mulheres (55,1%) de maneira equilibrada. As idades variam, predominando os jovens e adultos. De 16 a 25 anos representam 36%. Entre 26 e 45 anos, somam 41,7%. Entrevistados com idades entre 46 e 59 alcançaram os 16,5%. E os com mais de 60 anos são 5,8%. Também predominaram os casais (45,6%) e os solteiros (44,4%). Divorciados (7,2%) e viúvos (2,8%) aparecem em menor percentual.
A cidade também mostrou um pequeno déficit de escolaridade. Já que 32,64% têm ensino médio completo. Outros 23,38% iniciaram um curso superior. 12,27% já concluíram alguma faculdade ou universidade. E ainda 3,01% possuem pós-graduação. Com relação à renda familiar, a maior parte dos entrevistados (61,57%) pertence à classe média, com salários entre R$ 1.127,00 e R$ 4.854,00. Na sequência (18,75%) aparecem os que integram a classe D, com rendimentos entre R$ 706,00 e R$ 1.126,00. E os que fazem parte da classe B, com renda fixa de R$ 4.855,00 a R$ 6.329,00, com 9,49%. Outros 7,18% dos entrevistados são da classe E (com salários de até R$ 705,00). E ainda 3,01% estão na classe A (acima de R$ 6.330,00).
O perfil dos entrevistados também indica que predomina o percentual daqueles que não têm filhos (38,66). Seguido pelos que têm apenas um (24,77%). Enquanto outros 20,6% têm dois e 10,19% disseram ter três. Ainda 3,7% declaram ter quatro filhos e, em menor percentual, 2,08% disseram ter cinco ou mais.
Avaliações
Na análise por gênero, houve equilíbrio entre as notas dadas pelos homens e mulheres. Para eles, a nota geral foi 3,01. Enquanto para elas, o número encontrado foi 2,97. O item mais crítico apontado na avaliação masculina é segurança (2,7). Enquanto entre as mulheres o item pior avaliado é saúde (2,49). Já a segunda nota mais baixa na opinião dos homens foi para o item cultura e lazer (2,8). Enquanto na opinião do público feminino a segunda menor nota alcançada foi para a segurança (2,61). As melhores notas também variaram. Foram transporte (para eles, com 3,27) e educação (para elas, com 3,26).
Quando observados por faixa etária, os resultados da Pesquisa Fecomércio SC mostram que são os jovens entre 16 e 25 anos os mais críticos com os serviços públicos de Lages. Eles deram nota geral 2,94. Seguidos pelos moradores entre 26 e 35 anos, que deram nota geral 2,97. E pelos adultos entre 36 e 45 anos, que avaliaram os serviços públicos com nota geral 2,99. Enquanto dos moradores de Lages com idades entre 46 e 60 anos, e acima de 60 anos vieram notas um pouco melhores: 3,03 e 3,2; respectivamente.
Sob a ótica do grau de escolaridade dos entrevistados, os resultados variaram. No entanto, as duas piores avaliações dos serviços públicos vêm dos graus máximo e mínimo de escolaridade. A nota geral dada por aqueles que não possuem escolaridade foi 2,5. Enquanto para os entrevistados com pós-graduação a avaliação dos serviços teve nota geral 2,65. Os moradores com ensino básico completo foram os que melhor avaliaram os serviços públicos de Lages (3,54).
O cruzamento dos dados segundo renda familiar também revelou resultados relevantes, já que as classes de renda mais baixa são aquelas que mais acessam os serviços públicos. No entanto, a nota geral mais baixa (2,57) foi dada pelos integrantes da classe A. Seguidos pelas avaliações das classes B (2,84), E (2,96) e C (2,97). A única nota acima dos três pontos foi dada pelos pertencentes à classe D (3,19).
Prioridades
A Pesquisa Fecomércio também perguntou aos habitantes de Lages quais seriam os dois serviços públicos prioritários dentre as 10 opções avaliadas por eles anteriormente. A resposta mais citada pelos habitantes foi saúde (68,98%), com ampla diferença para a segunda opção mais lembrada (educação 19,91%). Em outro momento, em relação ao segundo ponto de prioridade da cidade, a educação assume a preferência, com 50% das respostas, que também apontou na sequência o quesito saúde (21,53%).
Eleições 2012
Questionados sobre as eleições de outubro, 69,7% dos entrevistados disseram votar em Lages nestas eleições municipais. A maioria de eleitores vem seguida por 27,3% que devem justificar seu voto e por apenas 3% que declararam votar em outras cidades.
Detalhando as notas de acordo com a situação de voto para as próximas eleições municipais o panorama tem pouca variação. Para aqueles que devem votar em outra cidade a avaliação geral foi 3,21. Enquanto aqueles que tencionam justificar o voto deram nota média 3,4. E os eleitores de Chapecó atribuíram nota geral 3,48 para os serviços públicos oferecidos na cidade.
Dentre os que votam em Lages, os dez quesitos pesquisados pela Fecomércio SC tiveram o seguinte desempenho: saúde (2,53), segurança (2,61), cultura e lazer (2,78), preservação ambiental (2,85) e estrutura urbana (2,94) aparecem como os itens de maior insatisfação da população lageana. Habitação (3,18), transporte (3,2) e educação (3,22) foram os quesitos melhores percebidos pelos moradores de Lages. Enquanto água e esgoto (3,03) e limpeza da cidade (3,14) aparecem com notas medianas.
Foto: Lages. Imagem da Internet.


