Empresários destacam pontos críticos do Mínimo Regional

Representantes de entidades empresariais catarinenses defenderam nesta quarta-feira, dia 26, na Comissão de Economia da Assembléia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a livre negociação salarial em Santa Catarina. Os empresários manifestaram não serem contra o pagamento de bons salários, mas defenderam que devem ser fruto do crescimento econômico. As manifestações ocorreram no debate sobre a implantação do mínimo regional no Estado, que tramita em regime de urgência na Alesc.

O vice-presidente da Federação do Comércio de Santa Catarina, Célio Spagnoli, reforçou que deve ser preservada a livre negociação entre sindicatos laborais e empresariais, considerando o momento econômico, a possibilidade de crescimento da economia e geração de empregos, além das peculiaridades de cada atividade e região do Estado. Spagnoli destacou, ainda, a necessidade de ser formada uma mesa de discussão para, que de comum acordo, sejam definidos os valores do piso em termo da aplicabilidade da lei.

Na reunião da Comissão de Economia, o vice-presidente da Fiesc, Glauco Côrte, apresentou aos parlamentares os indicadores econômicos de Santa Catarina. A produção industrial catarinense caiu 13% de janeiro a junho de 2009. No mesmo período, as vendas industriais recuaram 5,6%, emprego 0,6%, as exportações 23,8 e as importações 17,6%. “Somos a favor da livre negociação, mas diante da aprovação do projeto pela Alesc, teremos que rever esses pisos salariais”, afirmou Côrte, lembrando que ao comparar com os pisos praticados em outros estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná, denota a necessidade de reavaliar esses números.

Os empresários salientaram a importância de se atender não apenas os trabalhadores empregados, mas também aos que estão fora do mercado de trabalho. Para os empresários, a proposta estimula o desemprego e a informalidade. Para ajustar o projeto à realidade catarinense, os empresários defenderam a mudança do prazo de início da vigência, para dar tempo de as empresas se adaptarem, e a criação de faixas salariais adequadas à realidade econômica catarinense.

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Última atualização: 27 de agosto de 2009