Expectativa do empresário do comércio em maio segue em alta mesmo com inflação atingindo pico
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) catarinense apresentou alta de 2,2% na comparação com abril deste ano, subindo para a casa dos 124,7 pontos, conforme pesquisa da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC) feita em 189 empresas comerciais.
É a quarta alta consecutiva do índice, que segue expressando um otimismo dos empresários com relação às possibilidades de crescimento da economia brasileira e do comércio.
O índice geral é composto por três outros índices: o de condições atuais da economia, o de expectativa e o de investimento. Confira todos os resultados aqui.
O índice de condições atuais do empresário do comércio apresentou a segunda variação positiva do ano na pesquisa realizada em maio. Foram 2,5% de alta na variação mensal. O índice sai dos 94,4 pontos para os 96,8 pontos, o que ainda exprime um pessimismo do empresário catarinense com relação ao momento atual da atividade no comércio.
Expectativa do comércio sobe
O índice de expectativa do empresário do comércio (IEEC) também subiu 0,5% na comparação mensal com abril de 2013. Dos 159,2 pontos de abril, o índice foi para 160 pontos – o que indica que a confiança do empresário do comércio nas possibilidades de vendas futuras permanece muito positiva.
Para os empresários do comércio catarinense, o momento atual da economia é preocupante e desperta pessimismo, cenário contraposto à visão de futuro que os mesmos têm, principalmente para o segundo semestre.
Cenário positivo mesmo com inflação
Segundo o economista da Fecomércio-SC, Maurício Mulinari, o empresário espera crescimento econômico, aumento das vendas e receitas do setor de comércio. Este cenário, já apresentado no mês passado, segue se sustentando, mesmo tendo o momento atual da economia se deteriorado um pouco mais na comparação com o mês anterior (-7,1% de queda do subíndice condições atuais da economia).
A percepção sobre o momento atual está ligada aos fatos já apresentados no mês anterior e aprofundados no decorrer do mês de maio. A inflação, o baixo crescimento econômico, a redução do crescimento da renda e o aumento da taxa básica de juros da economia são os grandes temores atuais que impactam diretamente nas avaliações dos empresários sobre a economia, sua atividade e as condições de suas empresas.
Para a Federação, este cenário realmente tende a se reverter no decorrer do ano, principalmente no segundo semestre. A inflação já atingiu o seu pico e certamente cairá nos próximos meses, o crescimento verificará uma recuperação, mesmo que pequena, e a renda das famílias fechará o ano com desempenho positivo.
Em geral, o que os empresários do comércio esperam é que, passado o momento atual de incerteza econômica, a economia brasileira volte a apresentar crescimento, com consequente aumento da renda e do consumo.


