Fecomércio apoia proposta de um fórum de discussão sobre o contorno viário da Grande Florianópolis

A Fecomércio-SC é uma das entidades que manifestou apoio à iniciativa Fetrancesc – Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina da criação de um fórum de discussão e acompanhamento da questão da infraestrutura rodoviária e de transportes no Estado, em especial no que diz respeito ao contorno viário da Grande Florianópolis. O fórum a ser reunido no âmbito do Cofem – Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Fecomércio, Facisc, Faesc, Fampesc, FCDL/SC, Fiesc e Fetrancesc) vai propor a abertura de um inquérito administrativo para apurar as responsabilidades pela demora na execução da obra prevista no contrato de concessão do trecho duplicado da BR-101 com a Autopista Litoral Sul.

De acordo com o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, se o esforço político empreendido semana passada, em Brasília, que resultou na decisão do fechamento da praça de pedágio de Palhoça, fosse direcionado para fazer com que o Ibama liberasse as licenças ambientais do trecho do contorno que passa por São José, as obras a serem realizadas pela concessionária poderiam começar em 60 dias. Lopes defende a investigação do Ministério Público Estadual para apurar as responsabilidades sobre a autorização da construção de um conjunto residencial, no município de Palhoça, que aumentou o traçado original do contorno viário em seis quilômetros e prevê a construção de três túneis nos dois sentidos, que não haviam sido planejados, e que vão impactar na obra.

“Sobre a desativação da praça de pedágio, ainda não há uma definição se a área no limite com Paulo Lopes, onde ela será realocada, é de responsabilidade do DNIT ou da ANTT para a obtenção de licença ambiental. Enquanto isso não ocorre, 75 pessoas vão perder seus empregos, sem falar na falta da estrutura de apoio aos motoristas hoje existente”, disse Lopes. Para o dirigente da Fretrancesc, e melhor solução teria sido um reenquadramento da tarifa ao preço anterior de R$ 1,50.

“O modelo de concessão em Santa Catarina está servindo de exemplo para São Paulo e para a readequação das tarifas praticadas nas rodovias concessionadas no Paraná e no Rio Grande do Sul. Aqui, o limite de retorno para a concessionária é de 8%. No Rio Grande do Sul, é de 38%. Somente para a Polícia Rodoviária Federal, em Santa Catarina, a concessionária repassou, seguindo o que está estabelecido no contrato, um total de R$ 4,129 milhões em veículos e equipamentos”, afirmou Pedro Lopes.

Debate político

Segundo o presidente da Fetrancesc, está se promovendo um debate político em torno do tema do contorno viário da Grande Florianópolis, quando o melhor caminho seria encontrar um consenso empresarial das entidades que, de alguma forma, são afetadas pelo problema. “O usuário não está sendo ouvido. Hoje, o maior fluxo da BR-101 está entre Porto Belo e Itajaí, e lá não existe pedágio. Precisamos encontrar uma solução também para o Morro dos Cavalos, porque, se continuar como está, nunca será resolvido aquele gargalo”, disse Pedro Lopes.

Na sexta-feira, dia 24 de maio, na sede da Fecomércio-SC, o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, esteve reunido com o presidente Bruno Breithaupt e com o diretor executivo Marcos Arzua, ocasião em que expôs a proposta de criação do fórum das entidades integrantes do Cofem e colheu sugestões para a solução do problema do contorno viário da Grande Florianópolis. Breithaupt e Arzua garantiram o apoio da Fecomércio-SC à iniciativa.

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Última atualização: 27 de maio de 2013