Fecomércio apresenta os cenários econômico e político aos empresários de Itajaí
O panorama político e econômico do Brasil e as perspectivas para Santa Catarina foram o tema do encontro promovido pela Fecomércio SC, na noite desta quarta-feira, dia 11, com empresários de Itajaí e municípios vizinhos na sede da Intersindical Patronal. De acordo com o diretor executivo da entidade, Marcos Arzua, o objetivo da reunião é trazer para os empresários locais um pouco do cenário futuro não só para o comércio, mas para todo o setor produtivo catarinense.
O presidente da Intersindical Patronal de Itajaí, Maurício Cesar Pereira, falou das interrogações que os empresários se fazem em ano eleitoral. "Nós não sabemos se haverá aumento de preços de combustíveis, se haverá crédito suficiente, se podemos investir com segurança. Por isso a importância desses temas que abordamos na reunião, que servem como uma orientação não só aos empresários do comércio, mas também para outras atividades", afirmou.
Amarildo José da Silva, presidente do Sincadi (Sindicato do Comércio Atacadista de Itajaí e Região) e vice-presidente de Atacado da Fecomércio, salientou a preocupação do setor sobre o que está acontecendo neste momento na economia e na política. "Precisamos ter ciência do que vai impactar no nosso negócio no dia a dia, para podermos tomar as nossas decisões da melhor forma", disse.
Economia
O assessor econômico da federação, Mauricio Mulinari, afirmou que o modelo que vigorou nos últimos 10 anos no país, de crescimento baseado no mercado interno, não se sustenta mais como antes. "Apesar do cenário econômico internacional ser favorável ao Brasil, com o retorno dos investimentos externos e a estabilidade do dólar, o crescimento interno do país é reduzido, por falta de capacidade de investimento em infraestrutura, salários médios elevados e carência de mão de obra", disse Mulinari.
De acordo com o economista, esse baixo crescimento da economia brasileira reforça a necessidade de mudanças na matriz econômica. "O crescimento da economia oscila bastante. Os salários reais cresceram, sem ganho de produtividade. Há um descompasso entre os ganhos salariais e os ganhos de produtividade. Com isso, a criação de novas vagas está estagnada. Isso se reflete nas vendas do comércio catarinense, que apresentaram uma desaceleração. O varejo catarinense crescia 8% ao ano até metade de 2012, hoje está entre 2 e 3%", disse Mulinari, que prevê um cenário para 2015 de aumento dos preços dos insumos, taxas de juro em elevação e diminuição do crédito caso não aconteça um ajuste no chamado "Custo Brasil", com redução de carga tributária e investimento em infraestrutura.
Política
O assessor de Relações Institucionais da Fecomércio, Elder Arceno, falou sobre o trabalho de acompanhamento dos poderes Executivo e Legislativo dos projetos e propostas que afetam, de alguma maneira, a atividade produtiva do setor do comércio de bens, serviços e turismo. "A região do Vale do Itajaí, junto com a do Oeste, é a que mais tem representação parlamentar no Estado, por isso a importância desse trabalho", afirmou Arceno, que elencou uma série de iniciativas realizadas recentemente pela Fecomércio junto ao Congresso Nacional, a Assembleia Legislativa, as secretarias do governo do Estado e os poderes legislativos e executivos municipais. Arceno também apresentou os projetos da Fecomércio da criação de uma Rede Estadual de Assessoria Legislativa e de uma ferramenta online de mobilização para que os empresários acompanhem (e cobrem) a atuação dos parlamentares de sua base.
Foto: João Souza

