Fecomércio avalia os efeitos da gripe A no setor
O comércio varejista da Grande Florianópolis não registrou queda considerável no movimento em virtude da gripe A (H1N1). É o que aponta a Pesquisa da Fecomércio com 152 empresas sobre os efeitos da gripe no setor, realizada entre os dias 13 e 17 de agosto. De acordo com o estudo, 57% afirmaram que não houve diminuição no fluxo de clientes, enquanto 38% registraram a queda. Entre os entrevistados, apenas 5% observaram aumento no fluxo de clientes, sendo esta parcela constituída, principalmente, por farmácias e drogarias.
Das 152 empresas entrevistadas, apenas uma afirmou ter um empregado contaminado e 14% tiveram apenas suspeitas não confirmadas. Em caso de suspeita, 81% disseram encaminhar o funcionário ao médico e o manter afastado pelo período recomendado; 14% afirmaram deixar o funcionário afastado até desaparecer qualquer sintoma de gripe; e 4% disseram não fazer nada.
Para o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, o comércio não pode ser organismo vetor da transmissão do vírus. “Devemos monitorar a situação, evitando que as atividades comerciais sejam afetadas e que o setor seja, eventualmente, considerado agente de proliferação”, destacou.
Entre as medidas adotadas para evitar a transmissão do vírus, 34% instalaram dispositivos com álcool gel; 17% das empresas pesquisadas disseram não ter feito nada; 15% passaram a limpar, ostensivamente, corrimões, guarda-copos, pegadores de portas e balcões de caixa de estacionamento; 13% instruíram os empregados para a prevenção; e 11% mantiveram o ambiente arejado.
SHOPPINGS – De acordo com os shoppings da Capital, o movimento não foi afetado pela gripe A. Segundo a superintendência de um dos estabelecimentos, o mês de julho registrou o maior público e apontou um crescimento de 26% em relação mesmo período do ano passado. Também foram instalados aplicadores de álcool gel anti-séptico na praça de alimentação. Já o outro shopping, segundo informações do Departamento de Marketing, registrou a circulação de 15.315 pessoas a mais nas duas últimas semanas, um aumento de 5%. As medidas preventivas de higienização também foram adotadas.
GESTANTES – Das 152 empresas pesquisadas, somente 35 têm gestantes ou lactantes no quadro de empregados. Para evitar o contágio, o estudo aponta que 8% afastaram as gestantes ou lactantes; 2% mudaram de setor ou atividade; 13% não fizeram nada. Das 12 empresas que afastaram as gestantes, a média de empregadas afastadas foi de 1,17.
TOME NOTA – O Sistema Fecomércio (Federação do Comércio | SESC | Senac) deu início à campanha de prevenção à gripe A (H1N1), direcionada aos sindicatos patronais filiados à Fecomércio, ao comércio, e aos clientes das unidades operativas do SESC e do Senac em Santa Catarina. O objetivo é assegurar a manutenção das atividades e o atendimento ao público, adotando as medidas preventivas para conter os avanços do vírus.


