Fecomércio e Sicom avaliam endividamento e inadimplência em Chapecó

A situação financeira das famílias chapecoenses é favorável neste primeiro semestre. É o que revelam os resultados da primeira análise da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores – PEIC, em Chapecó, levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio) e do Sindicato do Comércio da Região (Sicom). Os números vinham sendo coletados desde o início do ano e foram apresentados na manhã desta terça-feira, 5 de junho, em coletiva de imprensa com o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, e o presidente do Sicom, Ivalberto Tozzo.

O presidente do Sicom, Ivalberto Tozzo, falou da importância do levantamento oficial que terá utilidade aos empresários e consumidores chapecoenses. “O nosso comércio terá uma ferramenta para a análise na tomada de decisão, conforme o levantamento mensal da Fecomércio e Sicom”, disse.

A atuação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina no estado e, a partir de agora, intensificada na cidade de Chapecó foi lembrada pelo presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt. “A Fecomércio tem procurado subsidiar os empresários com informações para que possam melhor gerir os seus negócios”, explicou.

Na avaliação da Fecomércio, as famílias chapecoenses buscaram quitar suas dívidas, principalmente as auferidas no Natal. Entretanto, o Dia das Mães e as novas facilidades na concessão de crédito, fez o endividamento presenciar um grande salto em maio.

A PEIC Chapecó passará a integrar o cronograma mensal de pesquisas da Fecomércio e será realizada em parceira com o Sindicato do Comércio da Região de Chapecó – Sicom. Com o levantamento, será possível conhecer a situação financeira do consumidor chapecoense e fornecer orientações de mercado aos empresários do comércio da região.

Endividamento

O percentual de famílias que possui algum tipo de contas a prazo em Chapecó era de 31,7% em fevereiro. Passando aos 20,7% em março. E aos 22% em abril. Neste mês de maio o percentual está em 56,6%.

Mesmo com a queda no percentual de famílias endividadas de fevereiro para março, que é natural, já que os consumidores aproveitam o salário extra para quitar parte dos compromissos assumidos nas compras de Natal, a situação financeira das famílias em Chapecó vinha sendo considerada estável até abril. Chama atenção a alta de 34,6% de abril para maio.

Para a Fecomércio, a explicação dessa variação está no Dia das Mães. A data é a segunda melhor em vendas para o comércio e mobilizou consumidores. Na Pesquisa de Resultado de Vendas do Dia das Mães, a Fecomércio mostrou que 32,9% dos chapecoenses fizeram essas compras com auxílio do parcelamento, o que contribuiu para os atuais 56,6% de endividamento no município.

Apesar da alta no endividamento, a situação não preocupa. Já que do total dos chapecoenses que possuem compras a prazo, a maioria (25,3%) se considera ‘pouco endividado’, outros 24,1% estão na faixa dos ‘mais ou menos endividados’, e apenas 7,2% se consideram ‘muito endividados’.

Em relação ao tipo das dívidas dos chapecoenses, predominaram em maio o cartão de crédito e o financiamento de veículos, ambos com 36,2%. Carnês (31,9%), financiamentos de casas (12,8%) e cheque especial (10,6%) aparecem na sequência.

Na avaliação da Fecomércio, as facilidades no financiamento de bens duráveis ajudaram na elevação do endividamento em Chapecó, já que a compra destes itens – como imóveis e automóveis – é praticamente impossível se não for feita através do endividamento, devido ao seu alto valor.

O tempo de comprometimento com as dívidas também aumentou. Em fevereiro eram 5,9 meses. Em março passaram aos 4,7 meses. Em abril alcançaram os 7,1 meses. E em maio foram aos 7,3 meses.

A parcela de comprometimento da renda com as dívidas caiu até abril: 29,7%; 28,1%; 27,1% respectivamente. E em maio teve crescimento e chegou ao patamar de 29,3%.

Na análise por faixa de renda, os chapecoenses com renda superior a 10 salários mínimos estão com menor patamar de renda comprometida com as dívidas (24,5%) em maio, do que os de menor renda (30,2%).

Inadimplência

Assim como o aumento do endividamento em maio, o percentual de famílias com contas em atraso também cresceu de fevereiro para cá. Passando de 9,8% para 3,7%, depois para 2,4% e agora chegando aos 14,5%.

O tempo médio de atraso das contas dos chapecoenses em maio é de 32,5 dias. Resultado bastante melhor desde o início da medição. Em fevereiro eram 63,8 dias. Em março 90 dias. E em abril 75 dias.

Também o percentual de famílias em atraso que não conseguirá pagar seus atrasados é pequeno (16,7%). Já que a maioria (41,7%) declarou que pagará parte de suas contas em atraso e 33,3% disseram quitar completamente seus compromissos fora de prazo nos próximos meses.

Para a Fecomércio, a situação não é preocupante porque apesar do percentual de famílias inadimplentes ter aumentado, a queda no tempo de atraso dessas dívidas indica que as famílias em pior situação vêm conseguindo quitar seus atrasos e recuperando suas finanças.

Já na análise das famílias que preveem não ter condições de pagar suas dívidas e podem futuramente entrar também nos níveis de inadimplência, o percentual em maio é estável e idêntico ao mês anterior: 2,4%. Aqui a situação é favorável já que não há indícios de expansão das contas em atraso nos próximos meses, uma vez que são poucas as famílias próximas à inadimplência em Chapecó.

Na foto: Bruno Breithaupt e Ivalberto Tozzo.

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Última atualização: 5 de junho de 2012