Fecomércio lança campanha contra os brinquedos piratas
“Brinquedo Pirata. Não brinque com isso”. Esse é o conceito da campanha lançada pela Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio) contra o comércio de brinquedos piratas neste Dia das Crianças. A iniciativa alerta os pais que, além de não movimentar a economia formal, arrecadar impostos e gerar empregos, a compra de brinquedos de produção pirata pode causar lesões graves nas crianças.
Para o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, deve haver uma parceria estruturada entre iniciativa privada e pública para inibir a comercialização desses produtos. “Esse mercado ilegal traz prejuízos para a economia e para os consumidores, provoca a queda na arrecadação de impostos e o aumento do desemprego, gerando um enorme impacto econômico e social ao país”.
A campanha é composta de cartazes, busdoor, comercial de tevê e banners de internet. Com o conceito “Brinquedo Pirata. Não brinque com isso”, as peças mostram crianças tristes usando um tapa-olho, simbolizando as conseqüências danosas que um brinquedo pirata pode trazer. Com essa iniciativa, mais que apoiar os sindicatos patronais filiados, a Fecomércio se posiciona como entidade que estimula o comércio justo em todos os setores da economia e também busca valorizar a ética e a consciência para a formação do público consumidor jovem.
Uma pesquisa sobre o impacto da pirataria no Brasil mostra que houve redução de 38% na venda de tênis, roupas e brinquedos falsificados em 2008 em relação a 2007, quando havia sido registrado aumento de 8% nesse comércio. A queda mais acentuada no consumo de piratas em todo o País deu-se no ramo de brinquedo. O número de pessoas que compraram esse tipo de produto caiu de 199.107 para 88.017 (-46%).


