Fecomércio SC reforça demandas do setor empresarial a pré-candidatos ao Senado pelo PL

A Fecomércio de Santa Catarina iniciou, nesta sexta-feira (24), uma série de encontros com pré-candidatos a cargos majoritários nas eleições de 2026. A primeira agenda reuniu dois postulantes ao Senado pelo Partido Liberal (PL): Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro.

O encontro, realizado em Florianópolis, contou com a participação de cerca de 80 empresários de diversas regiões do estado. Na ocasião, o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Hélio Dagnoni, apresentou aos pré-candidatos a agenda legislativa da entidade, estruturada em três pontos principais: a preservação das atuais regras sobre jornada de trabalho, com rejeição a propostas em discussão no Congresso Nacional; a continuidade da chamada “taxa das blusinhas”, que busca garantir maior equidade tributária em relação aos comerciantes nacionais; e o reforço no controle das apostas esportivas (bets), apontadas como um dos fatores relevantes para o aumento da inadimplência e do endividamento da população. Também foi entregue aos pré-candidatos um estudo da Fecomércio que aponta a perda de até 27 mil empregos no setor terciário no estado, em caso de extinção da escala 6×1.

Para Dagnoni, o encontro foi produtivo, destacando o compromisso dos pré-candidatos com as demandas do setor produtivo, caso eleitos. Ele também afirmou que novas reuniões devem ocorrer em breve com outros postulantes ao cargo.

“Pudemos apresentar as principais demandas do setor produtivo, e eles foram bastante receptivos. Tivemos resultados positivos e, em breve, realizaremos encontros semelhantes com os demais pré-candidatos”, afirmou.

A pré-candidata Caroline de Toni, atualmente deputada federal, ressaltou a relevância dos temas discutidos e afirmou estar alinhada às pautas defendidas pela Fecomércio.

“Vamos defender esses temas em Brasília e agradecemos publicamente a oportunidade de diálogo”, declarou.

Já o pré-candidato Carlos Bolsonaro elogiou a iniciativa da entidade e destacou a importância da aproximação com o setor empresarial.

“São investidores e pessoas que produzem neste estado. As demandas apresentadas são de extrema importância. É necessário eleger um Congresso alinhado a essas pessoas que estão na ponta”, afirmou.