Implantação da logística reversa apresenta desafios

A logística reversa é uma das ações previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, regida pela lei nº 12.305/2010, e deve estar implantada nos municípios brasileiros nos próximos anos. O assunto foi tema de um painel nessa quarta-feira (16), no 29º Encontro Nacional de Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que acontece em Curitiba. O coordenador do Grupo de Trabalho de Meio Ambiente (GTT-MA), liderado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Evandro Costa abriu a reunião.

A lei prevê a obrigação de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes em viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos para reaproveitamento ou dar destinação adequada aos produtos, privilegiando a participação de cooperativas ou outras associações de catadores de materiais recicláveis ou reutilizáveis. São seis os segmentos prioritários: agrotóxicos, pilhas e baterias, óleos lubrificantes, lâmpadas de mercúrio, sódio e mistas; produtos eletrônicos e componentes; medicamentos.

Para o presidente do Sindicato dos Representantes Comerciais do Paraná (Sirecom-PR) e vice-presidente da Fecomércio-PR, Paulo Nauiack, argumenta que existe um custo adicional para dotar os estabelecimentos comerciais das ferramentas e equipamentos necessários para o recolhimento, processamento, transporte e monitoramento dos resíduos.

“Há especificidades que devem ser tratadas como tal, visto que seus impactos no comércio também são distintos. Não estamos preocupados apenas em perder espaços de exposição, circulação e depósito. Temos interesse que essa logística reversa funcione e para isso é preciso ter equilíbrio e harmonia”, defendeu.

A questão cultural envolvida na logística reversa, visto que os consumidores são responsáveis pela devolução dos produtos após o uso nos postos de coleta, também foi uma preocupação apontada pela consultora Ambiental da CNC, Cristiane Soares. “É preciso educar comportamentos. Tivemos um hiato nesse processo e vamos pagar um preço caro por isso. Vai ser uma batalha grande”, destacou.

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Última atualização: 17 de maio de 2013