Inflação diminui e volta para dentro da meta do Banco Central

O IPCA variou 0,55% em abril. Na comparação com abril do ano passado, o índice teve queda de 0,09 pontos percentuais. No acumulado de 2013, marcou 2,5%. O acumulado de 12 meses ficou em 6,49%, abaixo do registrado nos últimos 12 meses anteriores (6,59%), ou seja, novamente ficando abaixo do teto da meta de inflação do Banco Central.

Com exceção do grupo habitação (-2,38% em fevereiro para 0,51% em março) e comunicação (0,10% para 0,13%), todos os demais grupos registraram resultado abaixo do obtido no mês anterior, contribuindo para a redução mensal do índice.

De maneira desagregada (de acordo com cada grupo que compõe o IPCA) a variação mensal foi de: alimentação e bebidas – 0,96%; habitação – 0,62%; artigos de residência – 0,63%; vestuário – 0,65%; transportes – -0,19%; saúde e cuidados pessoais – 1,28%; despesas pessoais – 0,61%; educação – 0,10%; comunicação – -0,32%.

O INPC, por sua vez, variou 0,59% em março, 0,01 ponto percentual abaixo da variação registrada março (0,60%). No acumulado de 2013 marcou 2,66%, acima dos 1,73% relativos ao mesmo período de 2012. O acumulado de 12 meses ficou em 7,16%, menor do que o acumulado de 12 meses apresentado em março (7,22%).

Com esta queda do IPCA acumulado nos últimos 12 meses, o índice voltou para dentro da meta de inflação definida pelo Banco Central, mesmo que ainda se situe em patamar muito próximo do topo. A elevação da taxa de juros na última reunião do Copom e, principalmente, o arrefecimento do preço dos alimentos, fizeram com que a inflação voltasse para dentro da meta. Entretanto, ela permanece em um patamar elevado, totalmente vulnerável a choques de oferta de alimentos, o que pode novamente trazer indesejáveis e pouco eficientes aumentos dos juros.

A Fecomércio considera que o combate à inflação só será realmente efetivo caso houver um reequilíbrio entre ganhos salariais e ganhos de produtividade. O forte crescimento do primeiro, aliado à estagnação do segundo, tem gerado aumento de custos e consequente repasse para o preço final, estando este descompasso no cerne do atual processo inflacionário brasileiro.

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Última atualização: 8 de maio de 2013