Intenção de consumo das famílias catarinenses no mês de novembro apresenta queda de 2,2%

 A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) catarinenses apresentou queda anual de 6,8% e mensal de 2,2%, chegando ao mês de novembro no positivo patamar de 137,6 pontos. O resultado, em termos absolutos, expressa a permanência do otimismo com relação as suas possibilidades de consumo.

De acordo com o estudo, o emprego, renda e consumo atual continuam apresentando números positivos e indicando que o otimismo dos catarinenses persiste, mesmo frente às incertezas em torno da economia brasileira.

Nos indicadores referentes ao emprego e consumo atual, houve queda na comparação mensal e anual dos dois indicadores. A confiança em relação ao emprego atual diminuiu 0,7% em comparação com o mês de outubro e caiu 6,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Já as expectativas com relação ao consumo atual apresentaram baixas de 0,4% na variação mensal e de 6,1% na variação anual.

Leia a pesquisa na íntegra aqui.

Perspectiva profissional e de consumo em queda

No mês de novembro esse indicador apresentou queda de 1,9% na comparação mensal e 5,5% na comparação anual. Em termos absolutos a marca voltou a ficar abaixo dos 100 pontos, com 99,6 pontos, contrastando com os 101,6 pontos do mês de outubro.

Isso demonstra que os catarinenses estão receosos em relação à sua perspectiva profissional. Impressão respaldada pela desaceleração da economia que reflete na baixa criação de empregos no primeiro semestre de 2013 que representou uma queda de 21,1% frente ao mesmo período do ano passado, sendo este o menor valor desde 2009.

Em relação à perspectiva de consumo das famílias do Estado, o indicador também apresentou queda de 1,7% na comparação mensal e de expressivos 12,2% na comparação anual. Mesmo assim a queda não foi suficiente para abalar fortemente o indicador, que teve como pontuação o valor de 139,6 pontos, ainda positivo.

Acesso ao crédito

O acesso ao crédito, em termos mensais, apresentou queda de 7,2%. A variação anual foi de expressiva baixa de 10,7%. Isso significa certo receio dos catarinenses com relação ao acesso ao crédito, fruto do último ciclo de elevação das taxas de juros da economia brasileira. Em termos absolutos, entretanto, o índice apresenta 144,4 pontos, o que ainda é um patamar positivo.

Duráveis em queda anual

O momento para duráveis apresentou queda de 10,2% na variação anual. Na comparação com o mês de outubro, o indicador apresentou queda de 4,9%. Em termos absolutos, o índice ainda se encontra em patamares muito positivos (163,7 pontos), o que revela uma percepção otimista dos catarinenses com relação ao momento para duráveis.

O fim das políticas de incentivo ao crescimento, adotadas pelo governo federal, direcionadas principalmente para o setor de duráveis – na maioria das vezes através da redução do IPI dos produtos – e que vinham trazendo redução considerável dos preços destes produtos, tiveram fim, elevando seus preços e tornando o atual momento menos atrativo para a aquisição de duráveis.

Mesmo assim, o ICF continua em patamar elevado, acima dos 100 pontos. A deterioração da situação econômica, expressada pela pressão inflacionária, a estagnação dos ganhos reais de renda, o menor saldo de criação de empregos e maior taxa de juros ainda não causou um forte abalo na confiança dos consumidores do Estado.

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Última atualização: 22 de novembro de 2013