Mercado eleva projeção para inflação pela 9ª vez e prevê alta maior do PIB
Economistas consultados pelo Banco Central estimam que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2010 seja de 5,5%, contra expectativa anterior de 5,45%. Para 2011, a previsão é que o PIB cresça 4,5%.
Pela nona semana consecutiva, os economistas aumentaram a projeção para a inflação oficial e esperam agora que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerre o ano em 5,1%. A meta estabelecida pelo governo para 2010 é de 4,5%. Para 2011, a previsão é que o IPCA fique em 4,7%, também acima da meta.
De acordo com a pesquisa Focus, feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve subir a taxa básica de juros para 9,25% em abril. Para o fim do ano, os economistas consultados mantiveram projeção de que a Selic chegará a 11,25%, e, para 2011, a projeção é de 11,1%, ante estimativa anterior de 11%.
A projeção feita pelos economistas para o dólar foi reduzida para R$ 1,80, contra previsão anterior de R$ 1,81. Em 2011, a estimativa é que encerre o ano em R$ 1,87.
Outros índices
O mercado elevou todas as projeções relativas a índices de inflação em 2010. A previsão para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) passou de 6,24% para 6,74%, na nona semana de alta. Para 2011, o mercado estima que o índice seja de 4,5%.
O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) subiu de 6,38% para 6,50%, também na nona elevação consecutiva. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, como contas de luz e aluguéis. Para 2011, a projeção é de uma taxa de 4,52%.
Já para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a projeção passou de 5,41% para 5,49%. Para o ano que vem, a estimativa é de 4,5%.
A previsão para o superavit da balança comercial foi mantida em US$ 10 bilhões e para o deficit nas transações correntes caiu de US$ 51 bilhões para US$ 50 bilhões.
A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 38 bilhões e a projeção para a relação dívida/PIB manteve-se em 41,5%.
Fonte: SOFIA FERNANDES- Folha Online


