Queda no desemprego está vinculada às vagas temporárias criadas para a Copa
Para a Fecomércio SC, os resultados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD) do segundo trimestre de 2014, divulgados nesta quinta-feira, pelo IBGE, como a redução dos índices de desemprego comparado com o trimestre anterior, estão vinculado às demissões que costumam ocorrer no início do ano e aos empregos temporários que foram criados para a Copa do Mundo. Também, ocorreu uma diminuição da população que busca emprego, tendo em vista que a da renda familiar permite que os mais jovens não precisem entrar no mercado de trabalho tão cedo.
De acordo com a pesquisa, a taxa de desocupação para o Brasil, nesse período, foi estimada em 6,8%. Houve queda em relação ao primeiro trimestre de 2014 (7,1%) e 2º trimestre de 2013 (7,4%). O nível da ocupação para o mesmo período (56,9%) permaneceu estável frente ao primeiro trimestre do mesmo ano (56,7%) e em relação ao segundo trimestre de 2013 (56,9%).
No segundo trimestre de 2014, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, com avanço de 1,7 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2013. As regiões Norte (65,6%) e Nordeste (63,7%) mostraram os menores percentuais nesse indicador.
No enfoque regional da desocupação, no segundo trimestre de 2014, a região Sul apresentou os menores índices de desemprego com 4,1%. Em seguida, aparecem o Centro-Oeste (5,6%), o Sudeste (6,9%), o Norte (7,2%) e o Nordeste (8,8%).
Na divisão entre homens e mulheres, o desemprego para elas (8,2%) foi maior que o verificado para eles (5,8%). Esse resultado foi visto em todas as regiões, sendo que na região Sul a diferença foi menor, 1,8 pontos percentuais e na região Norte, diferença maior (3,3p.p.).
A PNAD diferencia-se da PME em sua metodologia, já que abrange 3,5 mil municípios, enquanto que a PME coleta dados apenas em seis regiões metropolitanas – onde o desemprego tende a ser menor. A PNAD Contínua também considera como força de trabalho as pessoas a partir de 14 anos, enquanto a PME (que seguia metodologia internacional anterior) coloca nesse grupo as pessoas a partir dos 10 anos.


