Secretário Humberto Ribeiro traz duas boas notícias para SC

O secretário de Comércio e Serviços do MDIC (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio), Humberto Ribeiro, convocou os empresários e presidentes de sindicatos dos três estados do Sul, reunidos no 1º Congresso Regional do Sicomércio, no Sesc Cacupé, em Florianópolis, a serem ousados, mas com responsabilidade. Segundo ele, o governo da presidente Dilma Rousseff se preocupou em garantir ao setor terciário o ambiente necessário ao seu protagonismo.

“O ministro Fernando Pimentel, que em sua origem é um varejista, disse que o setor terciário, responsável por 70% do PIB do país, não poderia ficar de fora do Plano Plurianual e garantiu a inclusão de um Programa Temático de Comércio e Serviço no PPA até 2015”, afirmou o secretário. Humberto Ribeiro destacou, também, a mudança de paradigma na relação do MDIC com o setor.

“Na visão anterior, serviço era apenas uma atividade econômica. Agora, o setor de serviço passou a ser visto como um produto. Se antes não tínhamos uma estrutura de mercado externo na Secretaria, agora estamos fazendo de tudo em prol do empreendedor que quiser vender esse produto no exterior”, disse Ribeiro, dando como exemplo a abertura de uma unidade de uma rede nacional de lanches rápidos num dos escritórios da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações) nos Estados Unidos.

O secretário disse que essa mudança no grau de interlocução do MDIC com o setor terciário trouxe duas boas notícias para Santa Catarina. A primeira é a realização do UFC em Jaraguá do Sul, evento que irá movimentar a economia do município do Norte catarinense, no mês de maio, gerando receitas para o comércio e os setores hoteleiro e de serviços.

Investimentos

Natural de Jaraguá do Sul, o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, disse que, na cidade, só se fala no assunto, e que quase todos os ingressos colocados à venda na internet esgotaram-se em poucas horas. A segunda boa notícia, de acordo com Humberto Ribeiro, é a pré-confirmação dos investimentos na duplicação da capacidade do Porto de Itapoá, também no Norte do Estado. “Essa capilarização do desenvolvimento econômico brasileiro é uma das consequências dessas mudanças nas políticas públicas. O que agora necessitamos é de um novo código comercial, que simplifique o ambiente de negócio e deixe o empreendedor trabalhar”, afirmou.

De acordo com o secretário, a simplificação e desburocratização do processo de registro das empresas permitem que um negócio seja formalizado e obtenha o alvará em 24 ou 48 horas, no máximo, para as atividades que não são de risco. “Isso tira da fila entre 80 e 90% das empresas”, disse Ribeiro. “O empresário que lidera, que se capacita, que faz e segue o seu plano de negócio, deve ter a ousadia, mas com responsabilidade, de fazer o seu produto-serviço ser visto e vendido lá fora. E a CNC tem um importante papel a desempenhar, junto com o ministério, na simplificação dos processos para tornar isso seja possível”, afirmou.

Categorias: Notícias
Última atualização: 4 de abril de 2013