Taxa básica de juros tem oitava alta consecutiva

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, por uma elevação da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 0,25 pontos percentuais (p.p.). Passou de 10,5% para 10,75%, oitava alta consecutiva. Agora, os juros se encontram no mesmo valor de janeiro de 2011, época em que Dilma Rousseff assumiu a Presidência da República.

Os juros já aumentaram 3,5 p.p. desde a mínima de março de 2013. Neste mês, o ritmo da elevação diminuiu, passando de 0,5 p.p. para 0,25 p.p. Alguns fatores explicam esse aumento menor. O primeiro deles é a amenização do cenário de instabilidade do início do ano. Contribuiu para isso a acomodação do câmbio, orbitando ao redor de R$ 2,35, e o anúncio do governo de pretender realizar um superávit primário em 2014 da ordem de 1,9% do PIB, o que dará mais credibilidade à política fiscal. O segundo deles é a constante revisão para baixo do crescimento do PIB, fazendo com que as projeções da inflação também se reduzam. Por fim, o terceiro fator deriva do cenário externo. Agora, existe a certeza que as taxas de juros norte-americanas não se elevarão tão cedo.

Para os próximos meses a expectativa é que a taxa de juros continue crescendo a 0,25 p.p. Segundo o BC, “dará prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros”, omitindo o termo “neste momento” apresentado mês passado.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) considera que não houve surpresa na decisão do Copom, já que o cenário inflacionário do país é preocupante e necessita de atenção. Entretanto, mesmo que o ritmo de crescimento dos juros tenha diminuído, isto não pode ser comemorado pelo setor produtivo, pois onera o investimento, dificultando ainda mais a saída do país do patamar de baixo crescimento que se encontra. Consideramos que outras medidas, como um verdadeiro ajuste fiscal e uma subsequente reforma tributária, seriam muito mais efetivos para combater ambos os problemas: baixo crescimento e inflação. 

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Última atualização: 27 de fevereiro de 2014